- O acordo Mercosul e União Europeia já está em vigor, ampliando as exportações brasileiras ao abrir um mercado de importações de mais de US$ 3 trilhões.
- O mecanismo central é reduzir as tarifas para produtos do Mercosul na UE e, em contrapartida, diminuir taxas para itens europeus no Mercosul, com ritmo de abertura maior para o bloco.
- Hoje, 54% dos produtos brasileiros exportados para a UE têm tarifa zero; 10% dos itens europeus importados pelo Mercosul também estão com tarifa zero.
- Exemplo prático: a uva de mesa do Vale do São Francisco teve tarifa de 8% reduzida a zero, facilitando exportações de US$ 3,3 bilhões por ano.
- Em carne bovina, há uma cota de 99 mil toneladas com tarifa reduzida, mas a forma de implementação ainda está em discussão entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina.
Acordo entre Mercosul e União Europeia já está em vigor, abrindo o mercado europeu para exportações do Brasil com tarifas zero em mais itens. A afirmação foi feita por Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, durante o programa Mercado Aberto, do Canal UOL. O tratado reduz tarifas de importação para produtos do Mercosul e diminui tarifas europeias para itens brasileiros.
Segundo Müller, o acordo é amplo e histórico, abrangendo quase tudo que o Brasil exporta para a Europa e boa parte do que a Europa exporta ao Mercosul. Ele citou que 54% das exportações brasileiras já entram com tarifa zero e 10% das exportações europeias para o bloco também. O ritmo de abertura, disse, é cinco vezes maior para o Mercosul.
Estrutura do acordo e potencial de mercado
A ApexBrasil aponta que o mecanismo central é a redução de tarifas do lado europeu para o Mercosul, aliado à diminuição de tarifas brasileiras para itens europeus. A diferença de tamanho de mercado favorece o bloco, conforme Müller: a UE importa mais de US$ 7 trilhões por ano, sendo cerca de US$ 3 trilhões de fora do bloco; o Mercosul opera como um mercado de importação de US$ 340 bilhões.
Impacto imediato e exemplos setoriais
A equipe da ApexBrasil estima ganho imediato de cerca de US$ 1 bilhão em exportações já em 2026, com ganhos em produtos que tiveram tarifas zeradas. Como exemplo, Müller citou a uva de mesa do Vale do São Francisco, cuja tarifa caiu de 8% para zero, ampliando a participação europeia nas compras.
Cotas e próximos passos
Em itens sensíveis, como carne bovina, o acordo prevê cotas. Há uma cota de 99 mil toneladas com tarifa reduzida, cuja forma de implementação ainda é debatida entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Müller ressaltou que, além de ampliar vendas e empregos, o acordo pode proporcionar maior estabilidade econômica.
Para as empresas brasileiras, o presidente da ApexBrasil pediu avaliação de oportunidades de exportação para a União Europeia, ressaltando o ganho de competitividade com a redução de tarifas. O acordo já está em vigência e segue em implementação, conforme contatos entre os governos do Mercosul e da UE.
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