- Alphabet teve alta forte após balanço, com ganho de 23% no ano e contribuição principal para o S&P 500; ganhou cerca de US$ 400 bilhões em valor de mercado no dia seguinte ao balanço.
- Meta caiu mais de 8% na quinta-feira, mesmo com resultados sólidos, à medida que investidores questionaram retornos de seus gastos de capital financiados por dívida; ações acumulam queda de 7,8% em 2026.
- Microsoft recuou quase 4% após projetar gastos de capital elevados, ficando entre as maiores quedas entre as Magnificent Seven; acumula perda no ano.
- Apple subiu 3,3% na sexta-feira e Amazon atingiu máxima histórica, com sinais de crescimento de receita e de nuvem em linha ou acima das expectativas.
- O entusiasmo com IA continua impulsionando o S&P 500 e o Nasdaq 100, mas investidores tentam identificar vencedores e perdedores entre as grandes empresas, com Nvidia ainda de fora dos balanços divulgados até o momento.
As ações das grandes empresas de tecnologia mostraram resultados fortes na semana passada, impulsionando a esperança de continuidade do avanço em IA. No entanto, o mercado separou vencedores de perdedores, sob a ótica dos balanços divulgados.
Entre os destaques, Alphabet teve alta de cerca de 10% na quinta-feira, com crescimento robusto do Google Cloud e de produtos de IA. O desempenho elevou a companhia a uma valorização de 23% no ano, destaque entre as Magnificent Seven.
Por outro lado, Meta teve recuo superior a 8% na mesma sessão, mesmo com resultados sólidos. O mercado questionou a eficácia dos gastos de capital financiados cada vez mais por endividamento, o que pesou sobre as ações.
As ações da Apple e da Amazon também mostraram fôlego positivo. A Apple subiu 3,3%, após projetar receita de até 17% no trimestre, superando estimativas. A Amazon encerrou a semana em recorde, com crescimento de vendas na nuvem.
No agregado, o grupo das sete maiores companhias de tecnologia ajudou a empurrar o S&P 500 e o Nasdaq 100 a novos recordes, mesmo com o petróleo acima de 100 dólares o barril e inflação em avanço. Nvidia não divulgou balanço nesse ciclo.
A incerteza persiste sobre o peso relativo de cada players no ciclo de IA. Enquanto Alphabet aposta na expansão de seus chips de IA e data centers, Meta e Microsoft enfrentam dúvidas sobre o retorno dos investimentos em IA financiados por dívida.
Mercados observam que a força de lucro das Big Techs continua superior à do restante do mercado. Dados da Bloomberg Intelligence apontam crescimento de ganhos de quase 57% para o conjunto das Magnificent Seven no primeiro trimestre, acima de projeções.
Entre os destaques de desempenho setorial, a Apple e a Amazon mostraram respiro ao mercado, com as ações reagindo a projeções de crescimento de receita. A Microsoft, porém, enfrentou pressão com a previsão de gastos de capital elevados para 2026.
Analistas destacam que a liquidez e a demanda por infraestrutura de IA mantêm o impulso, beneficiando fabricantes de semicondutores e de memória. Mesmo assim, o cenário continua sensível a resultados e orientações futuras.
A visão de investidores segue dividida: alguns veem ganhos para quem gera caixa e receita sustentável, enquanto outros alertam para efeitos de endividamento em ciclos de IA. A tendência é acompanhar os próximos balanços para confirmar direções.
- Observação: Nvidia e Nvidia não divulgaram balanços neste ciclo, o que influencia o peso relativo no índice e na percepção do mercado. As atenções permanecem voltadas aos próximos resultados e às inovações em IA das grandes fabricantes.
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