- Bancos mexicanos distribuíram milhões de cartões, mas a maioria das pessoas não os utiliza.
- A cultura fortemente baseada no dinheiro continua resistindo a grandes investimentos de fintechs.
- Esforços de fintechs, avaliados em centenas de milhões de dólares, não fizeram o uso de cartões decolar.
- Quando o Uber chegou ao México, há treze anos, muitos tinham smartphones, mas poucos aceitavam pagar com cartão.
O banco mexicano distribuiu milhões de cartões que não são usados, em meio a uma resistência contínua a pagamentos digitais. A investida de fintechs soma centenas de milhões de dólares, tentando incentivar transações sem dinheiro no dia a dia.
Quando Uber chegou ao México há 13 anos, encontrou um problema semelhante: muitos usuários tinham smartphones, mas poucos aceitavam pagar com cartão. A razão variava entre ausência de cartão e relutância em utilizá-lo.
O país mantém uma cultura fortemente voltada para o dinheiro em espécie, o que complica a adoção de pagamentos digitais, mesmo diante de iniciativas de fintechs para ampliar a inclusão financeira. Bancos têm feito a distribuição de cartões para ampliar o acesso, sem, no entanto, garantir uso significativo.
Contexto dos pagamentos no México
A persistência do uso de dinheiro envolve fatores como confiança, infraestrutura de pagamento e hábitos de consumo. O desafio para as fintechs é transformar esse cenário em adoção estável de pagamentos eletrônicos, tanto para consumidores quanto para comerciantes.
Desafios da adoção
Especialistas apontam que o acesso a cartões não é suficiente quando a preferência por dinheiro permanece forte. Além disso, a conveniência, custos de transação e a aceitação de cartões por parte de estabelecimentos influenciam o ritmo de mudança.
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