- A Bionexo comprou o software de gestão hospitalar Tasy, da Philips, por 940 milhões de reais; o fechamento ocorreu em abril e a operação recebeu a aprovação do Cade.
- A fusão formou a Bionexo Tasy, que passa a reunir 11.000 clientes, 1,2 milhão de usuários ativos e movimenta 45 bilhões de reais por ano em transações no setor de saúde.
- A presença geográfica da empresa amplia-se para sete países na América Latina: Brasil, México, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Bolívia e Equador.
- O objetivo é criar uma plataforma única que conecte estoque, prontuário e atendimento ao paciente, para facilitar a comunicação entre sistemas e facilitar decisões com apoio de inteligência artificial.
- O contexto envolve a fragmentação do setor de saúde brasileiro, que gera custos elevados e glosas; quem detiver mais dados tende a liderar a próxima geração de IA aplicada à medicina.
A Bionexo concluiu a compra do software de gestão hospitalar Tasy, pertencente à Philips, por 940 milhões de reais. A operação, aprovada pelo Cade, consolida a fusão entre as duas empresas e forma a nova Bionexo Tasy. O fechamento ocorreu em abril, com assinatura do contrato na semana anterior.
A nova organização reúne 11 mil clientes e 1,2 milhão de usuários ativos, ampliando a atuação para sete países da América Latina. O conjunto movimenta cerca de 45 bilhões de reais por ano em transações no setor de saúde. O foco é integrar dados clínicos, operacionais e financeiros dos hospitais.
A aquisição envolve 800 funcionários do Tasy, principalmente em Blumenau, Santa Catarina. A Bionexo já atua há 25 anos conectando hospitais a fornecedores, enquanto o Tasy traz o prontuário e a gestão clínica. A ideia é criar uma plataforma única que vá do estoque ao leito do paciente.
A estratégia se sustenta na lógica de dados: ao reunir informações de cadastros, prescrições, históricos e faturamento, o grupo pretende viabilizar serviços de IA na medicina. A expectativa é reduzir ineficiências causadas por sistemas fragmentados entre hospitais, operadoras e clínicas.
Por que o movimento ganha relevância
Especialistas apontam que a saúde brasileira opera como um quebra-cabeça, com informações dispersas entre instituições. Históricos de pacientes, imagens e autorizações de procedimentos nem sempre acompanham o atendimento entre diferentes prestadores. A assistência fica mais lenta e cara.
A fragmentação gera custos elevados e glosas recorrentes, que pressionam caixa de hospitais e operadoras. A consolidação de dados pode facilitar a navegação entre sistemas distintos, contribuindo para decisões mais ágeis e precisas. A negociação entre atores do setor tende a tornar-se mais integrada.
DesDOBRAMENTO técnico e setorial
O Tasy compõe o histórico clínico de cerca de 2.000 instituições, com informações de décadas. A Bionexo, por sua vez, tem foco em compras e contratos entre hospitais e fornecedores. Juntas, criam um repositório de dados considerável para explorar aplicações de IA na saúde, como previsão de demanda de insumos e apoio a diagnósticos.
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