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BRB é problema do governo do DF, afirma ministro da Fazenda

Ministro da Fazenda diz que dificuldades do BRB são responsabilidade do governo do Distrito Federal, sem apoio do Tesouro, salvo risco sistêmico pelo Banco Central

Ministro condiciona eventual ação federal a risco sistêmico e cobra solução local para banco do DF; na imagem, a fachada do BRB, em Brasília
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as dificuldades do Banco de Brasília devem ser tratadas pelo governo do Distrito Federal, sem ajuda do Tesouro Nacional.
  • O uso de recursos federais só ocorreria em caso de risco sistêmico, segundo Durigan, que também disse não haver intervenção especial nem auxílio direto ao BRB.
  • A governadora do DF, Celina Leão, procurou apoio federal para salvar o BRB após a renúncia do ex-governador Ibaneis Rocha.
  • Durigan ressaltou que não cabe à União socorrer instituições específicas e citou mecanismos locais, como o Fundo Constitucional do Distrito Federal, como alternativas.
  • Sobre os Correios, o ministro informou que a empresa passa por reestruturação para cortar gastos, aumentar receitas e firmar parcerias; a privatização pode ser considerada, mas não é solução automática.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que as dificuldades envolvendo o Banco de Brasília devem ser tratadas pelo governo do Distrito Federal, sem apoio do Tesouro Nacional. A fala ocorreu nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, ao comentar o caso do Banco Master.

Durigan reforçou que o emprego de recursos públicos federais só é admissível em caso de risco sistêmico. A governadora do DF, Celina Leão, chegou a buscar apoio federal para salvar o BRB após assumir o cargo. O ministro disse que não cabe socorro a instituições específicas.

Segundo Durigan, não há intervenção especial nem ajuda do Tesouro prevista. A única possibilidade de atuação mais ampla seria a identificação de risco sistêmico pelo Banco Central. Ele afirmou ainda que não pode usar dinheiro público para cobrir um rombo.

O ministro ressaltou que a solução não deve partir da União. Entre as opções mencionadas estão instrumentos do Fundo Constitucional do DF, que utilizam recursos federais destinados à região.

Correios

Durigan também comentou sobre os Correios, que enfrentam deterioração financeira e preveem prejuízo em 2026. O ministro citou a reestruturação como caminho, com cortes de gastos, maior receita e parcerias.

Alternativas como privatização foram consideradas, embora Durigan ressalte que não representam solução automática. A posição mantém tom técnico e busca equilibrar interesses entre o setor público e a sustentabilidade da empresa.

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