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Caça a cafés raros fortalece o Brasil no mercado de luxo do grão

Leilão virtual de microlote de geisha por 70 gramas atinge R$ 3 mil, sinalizando Brasil preparado para o mercado global de cafés de luxo

Café geisha plantado em Minas Gerais é raridade com microlote de 70 gramas vendido a R$ 3 mil
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  • Leilão virtual de microlote de cem gramas de café geisha, de 70 gramas, saiu por R$ 3 mil, no que sinalizou demanda por cafés de luxo no Brasil.
  • O lote foi produzido na Fazenda Harus, em Carmo de Minas (Minas Gerais), pela quarta geração da família Pereira Filho, com colheita manual, processamento e torra próprios.
  • O café teve classificação acima de noventa pontos na escala da Specialty Coffee Association, consolidando o perfil de exceção.
  • O vencedor foi Hugo Passos Swerts Jr., da corretora Café Responsável, que afirmou que a compra agrega valor e permite compartilhar a experiência com clientes e parceiros.
  • O projeto Harus mira ampliar leilões de cafés de variedades exóticas no Brasil, reunindo produtores para criar uma rede de raridades da cafeicultura brasileira; a fazenda soma 125 hectares de geisha e mais 275 hectares com 32 variedades de arábica.

O que aconteceu: um microlote de café arábica da variedade geisha, produzido na Fazenda Harus, em Carmo de Minas (MG), foi leiloado nas redes sociais e vendido por R$ 3 mil, em 70 gramas. O lote recebeu avaliação acima de 90 pontos na escala da Specialty Coffee Association.

Quem está envolvido: o responsável pela fazenda é Luiz Paulo Dias Pereira Filho, quarta geração da família de produtores. A venda teve como comprador Hugo Passos Swerts Jr., empresário da corretora Café Responsável, que adquiriu o microlote.

Quando e onde: o leilão ocorreu recentemente nas redes sociais, com o resultado divulgado pelo produtor. A venda ocorreu online, com bid de um empresário do setor.

Por quê: o objetivo do projeto Harus é atrair produtores de variedades exóticas para compor uma rede de raridades brasileiras e posicionar o café brasileiro no mercado de luxo, atualmente liderado por origens como Panamá e Etiópia.

Como foi produzido: o café foi colhido manualmente, grão a grão, a 1.300 metros de altitude. Pereira Filho conduziu pessoalmente o processamento, torra e a análise sensorial, que confirmou o perfil desejado pelo projeto.

O que isso significa para o Brasil: o resultado reforça a percepção de que o Brasil pode competir no segmento de cafés de alta qualidade. A experiência envolve não apenas o produto, mas o histórico de produção e o cuidado no pós-colheita, segundo o productor.

Detalhes adicionais: a base de 125 hectares na fazenda já plantava a variedade geisha, com 32 variedades de arábica em total. O preço por litro estimado fica próximo de R$ 4,3 mil, caso convertida a compra para consumo dessa escala.

Impacto e planos: Pereira Filho pretende ampliar a ideia com outros produtores de variedades exóticas, promovendo novos leilões e criando uma rede de raridades da cafeicultura brasileira. O objetivo é valorizar a produção local por meio de história, identidade e qualidade.

Notas sobre o contexto: a trajetória do produtor já inclui reconhecimentos como o título de lenda brasileira do café especial, em função de prêmios e participação em iniciativas de excelência e sustentabilidade, conforme organizações do setor.

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