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Desenrola 2.0 inclui empresas; veja como funciona e quem pode acessar

Desenrola 2.0 amplia acesso a microempresas, empresas de pequeno porte e MEIs, com prazos, limites de crédito e tolerância a atrasos ampliados

Desenrola Brasi — Foto: Luis Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
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  • O Desenrola 2.0 passa a atender empresas, além de pessoas físicas, estudantes com dívidas do Fies e agricultores familiares, com faturamento de até 4,8 milhões.
  • Microempresas com faturamento anual até 360 mil ganham prazo de carência de até 24 meses, prazo total de até 96 meses, tolerância a atrasos de até 90 dias e crédito de até 180 mil (60% do faturamento em casos de microempresas lideradas por mulheres).
  • Micro e pequenas empresas com faturamento de até 4,8 milhões têm carência de até 24 meses, prazo máximo de 96 meses, tolerância a atrasos de 90 dias e limite de crédito de até 500 mil.
  • O Desenrola utiliza o Fundo Garantidor de Operações para reduzir o risco para bancos, permitindo juros mais baixos e prazos maiores.
  • O acesso ocorre diretamente nas instituições financeiras participantes, sem necessidade de cadastro em plataforma única; o governo define as regras, e as condições variam conforme o porte do negócio.

O Desenrola 2.0 ampliou o seu alcance para além das pessoas físicas, incluindo empresas, estudantes com dívidas do Fies e agricultores familiares. O objetivo é oferecer novas formas de renegociação, prazos mais longos e acesso facilitado ao crédito. A iniciativa atua com base em políticas já existentes, principalmente do Pronampe e do Procred.

Segundo o governo, o aumento do endividamento prejudica o consumo e a atividade produtiva, especialmente entre pequenos negócios, que geram a maior parte dos empregos e costumam enfrentar dificuldade de acesso a crédito em momentos críticos. O programa busca reduzir esse impacto por meio de regras mais flexíveis.

Como funciona o Desenrola Empresas

O Desenrola Empresas utiliza instrumentos já em vigor, com regras mais flexíveis, prazos ampliados e maior tolerância a atrasos. Empresas com histórico de inadimplência pode ter dívidas de curto prazo substituídas por financiamentos mais simples de gerenciar.

O público-alvo abrange microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, dentro dos limites de faturamento legais. As condições variam conforme o porte do negócio.

Microempresas: mudanças-chave

Negócios com faturamento anual até 360 mil, em grande parte atendidos pelo Procred, passam por alterações estruturais nos financiamentos. O carência sobe de 12 para 24 meses, mitigando a pressão de início de pagamento.

O prazo total do financiamento aumenta de 72 para 96 meses, diluindo o valor das parcelas. A tolerância a atrasos sobe de 14 para 90 dias, considerando variações sazonais de caixa.

O limite de crédito sobe de 30% para 50% do faturamento anual, com teto de 180 mil por empresa. Quando a microempresa é liderada por mulheres, o teto pode chegar a 60%.

Micro e pequenas empresas: alcance

Para micro e pequenas com faturamento até 4,8 milhões, as mudanças concentram-se no Pronampe. O carência pode chegar a 24 meses e o prazo de pagamento até 96 meses.

A tolerância a atrasos aumenta de 14 para 90 dias, mantendo o acesso ao crédito durante dificuldades temporárias. O limite máximo de crédito sobe de 250 mil para 500 mil.

O objetivo é ampliar o capital de giro e permitir que dívidas caras sejam substituídas por financiamentos com juros menores e prazos mais longos.

Garantias e participação

O Desenrola Empresas envolve o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre parte das perdas para reduzir o risco aos bancos. Com menos risco, instituições financeiras podem oferecer juros menores e prazos mais longos, inclusive para aplicações com histórico recente de atraso.

A participação das instituições se dá diretamente pelos canais de crédito habituais, sem necessidade de cadastro centralizado. O governo define os parâmetros, e as instituições verificam o enquadramento das empresas.

Como participar

Empresas interessadas não precisam acessar site do governo para se cadastrar. A participação ocorre pelo banco credenciado, que verifica critérios como faturamento e tipo de operação e apresenta as condições previstas.

Para microempreendedores individuais, a situação pode variar conforme o tipo de dívida. O MEI pode acessar linhas destinadas a pessoas físicas ou a empresas, conforme os critérios de cada frente.

Além da linha empresarial, o programa mantém frentes para famílias, com renegociação de dívidas de consumo, descontos de até 90%, e para estudantes com débitos do Fies, com abatimentos que podem chegar a 99% para inscritos no CadÚnico. Agricultores familiares também seguem com a prorrogação do Desenrola Rural até 2026.

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