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Desenrola 2.0: quais dívidas podem ser renegociadas no programa

Desenrola Brasil 2.0 amplia renegociação para cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies, com juros limitados e prazos alongados

(Foto: Unsplash)
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  • O governo lançou a etapa 2 do Desenrola Brasil, com foco em reduzir o endividamento das famílias e impor novas obrigações às instituições financeiras participantes, nesta segunda-feira, dia quatro.
  • Entre as dívidas elegíveis estão saldos de cartão de crédito (incluindo o rotativo) e cheque especial, produtos com altas taxas e elevado volume de inadimplência.
  • O programa também abrange crédito pessoal, como operações de crédito direto ao consumidor (CDC) e parcelamentos, que costumam ter juros mais altos; isso amplia o alcance além de dívidas emergenciais.
  • Também estão incluídos financiamentos estudantis, com contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podendo entrar na renegociação; o estoque dessa carteira supera R$ 120 bilhões, com alta inadimplência.
  • A ideia é oferecer juros limitados e descontos relevantes, reduzir o peso dessas dívidas e melhorar a capacidade de pagamento das famílias, buscando regularizar débitos e reduzir a reincidência da inadimplência.

O governo federal lançou nesta segunda-feira, 4, a nova etapa do Desenrola Brasil, com foco em reduzir o endividamento das famílias e impor novas obrigações às instituições financeiras participantes. A estratégia ataca dívidas de maior custo financeiro e com maior inadimplência.

Entre os débitos elegíveis estão saldos de cartão de crédito, incluindo o rotativo, e o cheque especial, linhas com altas taxas e parte relevante do endividamento de curto prazo.

O programa também contempla o crédito pessoal, como operações de CDC e parcelamentos, geralmente contratados sem garantia e com juros mais altos. A inclusão dessas modalidades amplia o alcance do Desenrola para além das dívidas emergenciais.

Fies e outras linhas entram na renegociação

O governo sinalizou que contratos do Fies poderão entrar na renegociação, aumentando o volume de dívidas na iniciativa. O estoque dessa carteira supera R$ 120 bilhões, com alta taxa de inadimplência.

A escolha dessas linhas reflete o diagnóstico de que a inadimplência está concentrada em produtos de maior custo. Ao permitir renegociação com juros limitados e descontos relevantes, o Desenrola 2.0 busca reduzir o peso dessas dívidas e melhorar a capacidade de pagamento das famílias.

A expectativa é que a combinação entre redução de encargos e alongamento de prazos permita não apenas regularizar débitos em atraso, mas também diminuir o risco de reincidência na inadimplência.

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