- O governo lançou oficialmente o Novo Desenrola Brasil em 4 de maio, com foco na renegociação da dívida de famílias, estudantes, microempresas e agricultores familiares.
- A adesão é para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105), com descontos que podem chegar a noventa por cento do total da dívida, e média prevista de setenta e cinco por cento a 65 por cento.
- O programa abrange dívidas atrasadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso de mais de 90 dias e até dois anos, e prevê renegociação por meio dos bancos, com garantia do governo e juros máximos de 1,99% ao mês em até 48 meses.
- O valor inicial disponível é de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), com possibilidade de aporte de até R$ 5 bilhões do orçamento público, caso necessário.
- Além de facilitar a renegociação para famílias, há medidas para consignado do INSS e de servidores, mudanças no Fies e regras para uso do FGTS, com metas de beneficiar até 20 milhões de pessoas no Desenrola Famílias.
O governo federal lançou oficialmente o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas para famílias, estudantes, microempresas e agricultores familiares. O foco é reduzir o endividamento das famílias com cartão de crédito, rotativo, cheque especial e crédito pessoal. A adesão é aberta a quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
A aposta do governo é investir na retomada do crédito e na limpeza do nome de quem está negativado. A iniciativa prevê descontos que chegam a 90% sobre o total da dívida, com média estimada de 65% para as renegociações. A proposta inclui proteção de garantias e apoio financeiro do governo.
A renegociação será feita pelos bancos, com garantia do governo. Inicialmente, R$ 2 bilhões já estão disponíveis no Fundo Garantidor de Operações (FGO). Recursos adicionais podem vir de saldos não reclamados em bancos e, se necessário, de aporte público de até R$ 5 bilhões.
Desenrola Famílias
A principal prioridade envolve dívidas vencidas até 31 de janeiro de 2026, com atraso superior a 90 dias e inferior a dois anos. Descontos variam de 30% a 90%, dependendo do atraso, com a expectativa de média de 65%. A nova dívida terá juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses.
O valor máximo por pessoa é de R$ 15 mil por instituição financeira, após o desconto. Também haverá possibilidade de abater até 20% do saldo líquido do FGTS, desde que não haja saque-aniversário ou empréstimos com garantia. Quem aderir terá o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses.
Bancos que aderirem deverão perdoar dívidas menores de R$ 100 e desnegativar os aderentes. Também haverá destinação de até 1% do FGO para educação financeira. Não haverá envio de recursos para casas de apostas via instrumentos de pagamento.
Desenrola Fies e Consignados
O Desenrola Fies mira estudantes com débitos vencidos. Descontos chegam a 100% de juros e multas, com 12% de desconto sobre o principal. Em parcelamentos, o desconto recua para juros e multas, conforme o número de parcelas.
Mudanças no consignado beneficiam aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos. A margem consignável cai de 45% para 40%, com redução gradual até 30% em dois pontos percentuais por ano. O prazo sobe para 108 meses (INSS) e 120 meses (servidores), com carência de até 90 dias para INSS e 120 dias para servidores.
Impacto e metas
O governo afirma que o Desenrola pode alcançar até 20 milhões de pessoas na categoria Famílias, 15 milhões nos consignados do INSS e 600 mil entre servidores federais. A renegociação do Fies pode beneficiar até 1,5 milhão de estudantes.
Autoridades destacam que a iniciativa não deve estimular consumo nem elevar inflação, enfatizando a reestruturação de dívidas para reduzir encargos e ampliar crédito sustentável no futuro. O programa funciona como complemento a medidas anteriores de renegociação.
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