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Dino afirma na CVM que paraísos fiscais migraram para nossa esquina

Crimes financeiros migraram para a “esquina” brasileira; ministro cobra fortalecimento da fiscalização da CVM diante falhas no mercado de capitais

Ministro Flávio Dino
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  • O ministro Flávio Dino afirmou que crimes financeiros que antes ocorriam em paraísos fiscais passaram a acontecer na “nossa esquina”, conforme exposição em audiência sobre fiscalização do mercado de capitais.
  • A declaração ocorreu durante uma audiência pública que discute a atuação da CVM e a capacidade de fiscalização do mercado de capitais.
  • Dino observou que, embora haja queda em homicídios, indicadores de crimes financeiros mostram deterioração e maior sofisticação das operações.
  • O ministro citou o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, como exemplo dos desafios de fiscalização no setor.
  • Segundo ele, o avanço dessas práticas exige avaliação da capacidade do Estado de regular o sistema financeiro diante da complexidade crescente das operações.

O ministro Flávio Dino, do STF, afirmou nesta segunda-feira, 4, que crimes financeiros antes associados a paraísos fiscais no exterior passaram a ocorrer na própria esquina do Brasil. A declaração ocorreu durante audiência pública sobre a fiscalização do mercado de capitais e o funcionamento da CVM.

Dino apontou que, apesar de o Brasil registrar queda de homicídios, indicadores de crimes financeiros mostram deterioração. Segundo ele, a sofisticação das operações exige reflexão sobre a capacidade do Estado de regular e monitorar o sistema financeiro.

A audiência foi convocada em razão de uma ação do Novo que questiona o modelo de financiamento da CVM e a estrutura da autarquia para acompanhar a complexidade do mercado. O objetivo é analisar se o arcabouço atual é suficiente para a regulação.

Caso do Banco Master é citado pelo ministro como exemplo dos desafios de fiscalização. O Banco Central liquidou a instituição em novembro de 2025 após irregularidades financeiras, com a prisão do proprietário, Daniel Vorcaro.

Ao abrir o debate, Dino destacou o avanço de organizações criminosas sobre ambientes regulados, como o mercado de capitais, e ressaltou as dificuldades crescentes de regulação e controle diante da prática financeira sofisticada.

Desafios de fiscalização no mercado de capitais

O ministro enfatizou que a crítica situação exige ações robustas de fiscalização e atualização de normas para acompanhar operações cada vez mais complexas.

A conversa envolve autoridades, parlamentares e especialistas para mapear lacunas na supervisão, fortalecer mecanismos de supervisão e buscar caminhos para reduzir vulnerabilidades no sistema financeiro.

A discussão ocorre em meio a relatos de falhas de governança e fiscalização que, segundo especialistas, podem impactar a confiança de investidores e a estabilidade do mercado de capitais brasileiro.

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