- O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que não houve excesso de estímulo fiscal no governo Lula e defendeu políticas públicas localizadas, como a segunda edição do Desenrola, para enfrentar crises.
- Durigan afirmou que o principal entrave para redução da Selic é a pressão inflacionária provocada pela guerra no Irã, e que o Brasil não deve ser “sócio da guerra”.
- O ministro ponderou que não há bala de prata para gastos públicos, mas defendeu manter medidas para melhorar a vida da população e evitar a fome, mencionando um esforço de dois por cento do PIB.
- Ele citou aperfeiçoamentos do novo Desenrola, como facilitar o acesso à plataforma, permitir que bancos busquem devedores e bloquear gasto com casas de apostas após adesão.
- Sobre o caso Master, Durigan disse que a responsabilidade é de quem acompanhou o processo no Banco Central, e que o governo só atua no BRB se houver risco sistêmico, além de mencionar o rombo estimado nos Correios em torno de dez bilhões.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que haja estímulo fiscal excessivo no governo Lula e defendeu a continuidade de políticas públicas localizadas, como a segunda edição do Desenrola, para mitigar crises. Em entrevista no programa Roda Viva, afirmou que o fiscal não é a principal razão dos juros altos.
Durigan apontou que houve cortes de juros em 2023, mesmo com déficit fiscal moderado nos anos seguintes, e destacou que o resultado primário não foi superavitário. Ele afirmou que o governo busca adotar medidas pontuais para evitar o congelamento da economia.
Desenrola e juros
O ministro disse esperar que os efeitos do novo Desenrola se somem à queda da Selic, conforme ocorreu após a primeira fase em 2023. Também mencionou aperfeiçoamentos no programa, como acessibilidade maior à plataforma de renegociação e ações para que bancos entrem em contato com devedores.
Durigan citou como exemplos de políticas localizadas a crise das chuvas no Rio Grande do Sul e a guerra comercial promovida pelos EUA contra o Brasil. Afirmou que as medidas buscam evitar impactos profundos nos setores afetados.
Responsabilidade sobre o BRB e os Correios
O ministro comentou que não cabe ao governo federal salvar o BRB, argumento que a solução envolve o governo do Distrito Federal, a menos que haja risco sistêmico reconhecido pelo Banco Central. Defendeu que, sem esse risco, não há intervenção com recursos públicos.
Sobre os Correios, Durigan destacou o rombo estimado em 10 bilhões de reais neste ano e afirmou a necessidade de soluções para estancar a crise. Disse que não é contra formatos de parceria com o setor privado, como joint ventures, desde que haja viabilidade institucional.
Outros pontos tratados
Durigan apontou que a responsabilidade pela Operação Master recai sobre a gestão do Banco Central e o ex-presidente do BC responsável pela autorização e condução do negócio. Afirmou que o governo não deve interferir sem evidência de risco sistêmico.
O ministro também mencionou a avaliação de que a pauta econômica deve seguir adiante, independentemente de controvérsias políticas internas. Encerrou reiterando o compromisso com políticas para a melhoria de vida da população e com a contenção de gastos públicos responsáveis.
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