- Em 2025 houve crescimento recorde de energias renováveis, com geração solar em destaque e capacidade instalada atingindo 800 gigawatts.
- As renováveis passaram a superar o carvão na matriz global de energia, que antes dependia de hidrocarbonetos para abastecimento e preços.
- A guerra no Irã é vista como fator de incerteza, potencialmente elevando custos e perturbando cadeias de suprimento, ainda que as renovações estejam em expansão.
- Países vêm reduzindo importações de petróleo e gás graças à energia solar e eólica; no Paquistão, por exemplo, economias potenciais de bilhões de dólares podem ocorrer com mais geração distribuída.
- A União Europeia registrou aumento significativo nas contas com combustíveis fósseis em curto intervalo; governo e indústrias exploram aceleração da transição, com apoio público à energia limpa aumentando.
O ano de 2025 consolidou o avanço das energias renováveis, com crescimento de painéis solares e turbinas eólicas em economias desenvolvidas e emergentes. O aumento ocorreu mesmo diante de choques energéticos provocados por conflitos internacionais.
Análises apontam que o custo permanece como principal impulsor do setor. A AIE indicou que a energia solar apresentou desempenho destacado, enquanto a capacidade global de novas instalações atingiu 800 gigawatts. A Ember registrou que as renováveis acompanharam todo o crescimento da demanda.
Em paralelo, o carvão caiu sob a geração global pela primeira vez, segundo dados da Ember. Países da Europa registraram ganhos em eletricidade mais estáveis, mesmo com pressões de preços decorrentes do conflito iraniano e de sanções a hidrocarbonetos.
Impactos econômicos e geopolíticos
Entre os efeitos, o preço elevado do petróleo e do gás elevou custos de importação na UE e estimulou investimentos em renováveis em regiões como França e Espanha. O custo de importação de combustíveis fósseis na UE subiu em 60 dias, segundo Von Der Leyen.
Em nações em desenvolvimento, o custo mais baixo da energia limpa reduziu a dependência de combustíveis importados. Paquistão e Indonésia ampliaram projetos locais, com metas para reduzir importações de petróleo e gás e aumentar a capacidade renovável.
Por outro lado, a guerra no Irã deve trazer obstáculos a curto prazo, com riscos na cadeia de suprimentos de componentes de energia limpa. A incerteza pode pressionar investimentos em novas usinas, enquanto governos enfrentam trade-offs fiscais.
Embora haja sinais de fortalecimento na adoção de renováveis, especialistas indicam que juros mais elevados podem frear financiamentos de projetos de energia limpa. A observação é de pesquisas acadêmicas sobre impacto financeiro.
Em resumo, a tendência de longo prazo permanece favorável às energias limpas, diante de custos competitivos e maior segurança energética. A transição continua, com novos contratos e metas em diferentes regiões do mundo.
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