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Genial tem R$ 176 milhões bloqueados em ação fiscal da Fazenda de SP

Bloqueio de R$ 176 milhões no Genial em ação da Fazenda paulista ligada à Carbono Oculto, envolvendo Áster e Copape por suspeita de sonegação e organização criminosa

Genial logo — Foto: Divulgação
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  • Ação fiscal cautelar da Procuradoria da Fazenda do Estado de São Paulo bloqueou R$ 176 milhões de recursos ligados ao Banco Genial Investimentos, no âmbito da Operação Carbono Oculto.
  • Áster e Copape, empresas do setor de combustíveis, são investigadas por suspeita de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa; empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme são citados como Primo e Beto Louco.
  • A Secretaria da Fazenda busca o bloqueio de R$ 7,6 bilhões de ICMS devidos, incluindo juros e multa, conforme reportagem do UOL.
  • O Banco Genial afirma não figurar como investigado na Carbono Oculto, que atua em consonância com normas regulatórias, e diz ter colaborado com as autoridades; a instituição passou a atender empresas do ramo em 2024 após saída de gestores anteriores.
  • Em agosto de 2025, o Genial comunicou renúncia à administração do fundo Radford; a carteira era originalmente recebida de outra instituição em 2024, ligada a um FIDC de cerca de R$ 500 milhões atrelado a crédito consignado do Banco Master.

O Banco Genial Investimentos teve R$ 176 milhões bloqueados em ação fiscal da Fazenda de São Paulo, vinculada à operação Carbono Oculto. A medida envolve recursos ligados ao banco e compõe investigação sobre elos entre crime organizado e economia formal na área de combustíveis, Áster e Copape. Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme são apontados como operadores.

A ação fiscal cautelar é executada pela Procuradoria da Fazenda do Estado de São Paulo e tramita em segredo de justiça. Áster e Copape são alvo de suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Secretaria da Fazenda pede o bloqueio de R$ 7,6 bilhões relativos a ICMS, com juros e multa.

O Genial afirmou atuar em conformidade com normas do mercado, com governança e controles internos. A instituição disse que não figura como investigada na Carbono Oculto e que colaborou com autoridades desde o conhecimento dos fatos. A Rede de empresas envolvidas tem histórico de atuação financeira complexa.

Contexto da Carbono Oculto

Segundo apuração, o Genial passou a prestar serviços para as companhias do setor de combustíveis no segundo semestre de 2024, após saída da Reag Trust DTVM e da gestora do grupo. A mudança ocorreu antes da operação em curso.

A nota divulgada pelo banco em 28 de agosto de 2025 informou que renunciou à administração do fundo Radford, com o portfólio recebido um ano antes e estruturado por outra instituição. A decisão ocorreu durante a investigação.

Estrutura financeira relacionada

Os recursos envolvidos incluíam um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) de cerca de R$ 500 milhões ligado a uma carteira de crédito consignado do Banco Master. A estrutura herdada compreendia empréstimo à usina Itajobi, ligada a Copape e Áster, acrescido de uma emissão de CDB de R$ 176 milhões via o Radford.

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