- Governo lança o Novo Desenrola Brasil, com duração de noventa dias, para renegociação de dívidas de famílias de baixa renda, estudantes, micro e pequenas empresas, produtores rurais e assentados da reforma agrária.
- O programa tem quatro linhas: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empreendedor e Desenrola Rural, com foco principal em dívidas bancárias e no Fies.
- Na linha para famílias, juros limitados a 1,99% ao mês e descontos de trinta a noventa por cento; parcelamento em até quatro anos e primeira parcela em até sessenta dias.
- Podem usar até vinte por cento do saldo do FGTS (ou até mil reais), prevalecendo o maior valor, para quitar débitos; estimativa de liberação de até oito bilhões de reais.
- Desenrola Fies oferece descontos de doze a noventa e nove por cento, com possível parcelamento em até cento e cinquenta parcelas. Desenrola Empreendedor amplia prazos, com carência de vinte e quatro meses e teto de crédito mais alto.
O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a famílias de baixa renda, estudantes do ensino superior, micro e pequenas empresas, produtores rurais e assentados da reforma agrária. A iniciativa dura 90 dias e busca reduzir o endividamento e facilitar a regularização de débitos.
O conjunto de medidas será dividido em quatro linhas: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empreendedor e Desenrola Rural. A linha das famílias atende quem ganha até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8.105, segundo o governo. Os interessados devem consultar os bancos credenciados.
Novo Desenrola Brasil: foco em dívidas bancárias e no Fies. A renegociação vale para débitos até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e 24 meses. Entre as modalidades estão cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal, CDC, Fies e crédito rural.
Na linha das famílias, os juros ficam limitados a 1,99% ao mês. Descontos variam de 30% a 90% sobre o principal, com parcelamento em até 4 anos. A primeira parcela pode vencer em até 35 dias. O governo disponibiliza uma calculadora para estimar descontos.
FGTS pode ser usado para quitar dívidas. Trabalhadores poderão usar até 20% do saldo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A estimativa é liberar até R$ 8,2 bilhões. A Caixa manterá a transferência direta dos recursos para o banco credor.
Desenrola Fies oferece descontos de 12% a 99% para dívidas vencidas há mais de 90 dias. Com menos juros e multas, o valor principal pode ser parcelado em até 150 parcelas, conforme regras oficiais.
Desenrola Empreendedor amplia prazos e crédito para micro e pequenas empresas. A carência sobe de 12 para 24 meses e o prazo máximo de pagamento de 72 para 96 meses. A tolerância por atraso passa de 14 para 90 dias, com teto de crédito aumentando para empresas de diversos portes.
Para o fundo garantidor, o governo pretende usar recursos públicos para cobrir inadimplência. A ideia é criar um mecanismo de garantias com aportes previstos entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, mais até R$ 5 bilhões adicionais.
Quem aderir ficará bloqueado por um ano em plataformas de apostas online. A medida visa evitar que renegociantes continuem comprometendo renda com apostas.
O lançamento ocorre em meio a dificuldades no Congresso e a preparação para as eleições de 2026. O governo aposta em efeito rápido na renda, crédito e consumo, articulando ações de renegociação para impactar diretamente a população.
Dados do Banco Central mostram que, no fim de 2024, cerca de 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.
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