- O presidente Lula anunciou o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas para tirar a corda do pescoço de endividados e ajudar a respirar.
- Lula disse que não é correto o cidadão ficar com o nome sujo por uma dívida de apenas R$ 100,00, afirmando que o mercado transforma isso em clandestino.
- O governo busca reduzir o alto endividamento no país, ressaltando que a covid‑19 contribuiu para pessoas se endividarem por necessidade.
- O programa terá juros de até 1,99% ao mês e será dividido em quatro frentes (Famílias, Fies, Empresas e Rural); começará a ser oferecido por instituições financeiras a partir de terça-feira (5).
- Descontos vão de 30% a 90% para dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal; débitos do Fies podem ter até 99% de desconto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas para brasileiros, com a meta de tirar a população da condição de endividamento excessivo e permitir que volte a ter condições de consumo. A declaração ocorreu durante uma coletiva no Palácio do Planalto.
Lula disse que não é correto manter o nome limpo apenas por dívidas pequenas, como R$ 100. Segundo ele, dívidas mínimas deixam o cidadão sem acesso a serviços financeiros, o que estimula informalidade e risco de atividades ilícitas. O governo vê o programa como forma de abrir espaço para equilíbrio financeiro.
O governo afirma que o objetivo é corrigir o elevado endividamento histórico, agravado pela covid-19, quando muitas famílias passaram a acumular dívidas por necessidade. Segundo o presidente, algumas instituições já iniciarão a oferta do programa nesta terça-feira e outras, na próxima semana.
O Novo Desenrola Brasil será formalizado por medida provisória e terá juros de até 1,99% ao mês. O programa será dividido em quatro frentes: Famílias, Fies, Empresas e Rural, voltada aos pequenos agricultores familiares. A expectativa é beneficiar 20 milhões de pessoas na modalidade de Famílias.
Entre as regras, dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal poderão ser renegociadas com descontos entre 30% e 90%. Débitos do Fies terão desconto de até 99% na renegociação, segundo as informações divulgadas pelo governo.
A iniciativa envolve o Ministério da Fazenda e órgãos ligados ao crédito, além de instituições financeiras que participarão da renegociação. O objetivo é ampliar o acesso a crédito e reduzir o risco de inadimplência entre famílias e pequenos empreendedores.
Além de estimular o reaquecimento da economia, o governo ressaltou a necessidade de acompanhar a capacidade de pagamento dos beneficiados para evitar reincidência de endividamento. O governo afirmou que as regras serão detalhadas em atos oficiais nas próximas horas.
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