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Grupo francês investe R$ 17 milhões para guardar obras de alto valor em SP

Grupo francês Horus Finance inaugura segunda reserva técnica em Barueri, com investimento de R$ 17 milhões, mirando 80% de crescimento em cinco anos sobre faturamento de R$ 25 milhões

Funcionários movimentam embalagens com obras de arte em reserva técnica da Clé Chenue do Brasil em São Paulo.
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  • Grupo francês Horus Finance inaugura segunda reserva técnica de 2.000 m² em Barueri, região de São Paulo, com investimento de R$ 17 milhões.
  • Faturamento anual atual é de R$ 25 milhões, com projeção de alta de oitenta por cento nos próximos cinco anos.
  • Fusão das operações Clé Reserva Contemporânea e ArtQuality resulta na marca Clé Chenue do Brasil, parte do Horus Finance presente em oito países.
  • Estrutura de reserva inclui controle de temperatura de 20°C, umidade de 50%, vigilância 24 horas e sala com manejo especializado de obras.
  • CEO Diogo Mantovani afirma uso de capital próprio, sem dívida externa, e visão de expansão para além de São Paulo, incluindo Rio de Janeiro e demais polos culturais.

A Horus Finance, grupo francês ligado ao mercado de conservação de arte, investe 17 milhões de reais em uma segunda reserva técnica em Barueri, na região de São Paulo. A unidade soma 2.000 m² e amplia a capacidade de armazenagem de obras de valor relevante, com foco em segurança, longevidade e controle ambiental.

A nova instalação opera sob a marca Clé Chenue do Brasil, resultado da fusão entre Clé Reserva Contemporânea e ArtQuality, já em atuação desde 2014. A operação atual completa 5.500 m² de armazenagem na capital paulista, enquanto a empresa mira um resultado de 80% de crescimento Ao longo de cinco anos, partindo de um faturamento anual de 25 milhões de reais.

O CEO Diogo Mantovani disse à Bloomberg Línea que o aporte soma capital próprio e recursos do grupo controlador, sem dívidas bancárias. A estratégia privilegia estabilidade e criação de valor de longo prazo para acervos culturais, sem depender de grandes clientes isolados.

Mantovani explicou que o portfólio atende museus, instituições culturais, bancos com acervos corporativos, galerias e colecionadores privados. Parte do espaço novo já foi contratada antes da abertura, embora nomes e valores não tenham sido divulgados por confidencialidade contratual.

O executivo aponta três frentes de demanda: crescimento de colecionadores privados, profissionalização de galerias e a externalização de reservas técnicas por museus. Também apontou que grandes centros culturais como o Louvre influenciam essa tendência internacional.

Dados do mercado indicam que o setor de arte no Brasil movimentou 2,9 bilhões de reais em 2023, alta de 21% frente a 2022. A participação brasileira no mercado global é de aproximadamente 0,89%. Em 2023, 77% das vendas das galerias locais foram a compradores nacionais.

A nova reserva em Barueri oferece controle de temperatura em torno de 20°C, com variação de 2°C, e umidade de 50% com variação de 5 pontos. O condomínio dispõe de gerador de reserva, vigilância 24 horas e câmeras por sala, além de módulos de armazenagem com mensalidades a partir de 500 reais.

A Horus Finance atua em oito países, entre eles França, Suíça, Canadá, Austrália e região Ásia-Pacífico. Entre as controladas estão a André Chenue, ligada ao Louvre, e a LP Art, especializada em transporte de obras de alta complexidade.

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