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Hidrovias do Brasil registra prejuízo de 34 milhões no 1T26

Receita líquida recua 20% no 1T26, com fim da Navegação Costeira e menor volume; prejuízo líquido de R$ 34 milhões e fluxo de caixa negativo

Hidrovias do Brasil (HBSA3) / Foto: Divulgação
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  • Receita líquida de R$ 445 milhões no 1T26, queda de 20% em relação ao 1T25, com a venda da Navegação Costeira e menor volume movimentado no país.
  • EBITDA ajustado recorrente de R$ 182 milhões, redução de 29% ante o 1T25, mas 14% superior ao 4T25 graças à redução de custos.
  • Prejuízo líquido de R$ 34 milhões no 1T26, ante prejuízo de R$ 2 milhões no 1T25.
  • Fluxo de caixa das atividades operacionais negativo de R$ 25 milhões no 1T26 (frente a R$ 110 milhões gerados no 1T25).
  • Investimentos somaram R$ 37 milhões no 1T26; plano para 2026 é de até R$ 270 milhões, com R$ 79 milhões para expansão e R$ 191 milhões para manutenção e outros projetos.

A Hidrovias do Brasil (HBSA3) divulgou resultados do 1T26, com receita operacional líquida de R$ 445 milhões, queda de 20% ante o 1T25. O recuo deve-se principalmente à conclusão da venda da Navegação Costeira, em novembro de 2025, e a volumes menores no país.

O EBITDA ajustado recorrente ficou em R$ 182 milhões, -29% yoy, mas +14% em relação ao 4T25, impulsionado pela redução de custos. O lucro líquido foi negativo, com prejuízo de R$ 34 milhões no trimestre. O resultado refletiu menor desempenho operacional, além de despesas financeiras maiores.

Custos e despesas recuam, mas pressão no EBITDA

Os custos operacionais ex-depreciação somaram R$ 243 milhões no 1T26, queda de 3% ante o 1T25 e -13% frente ao 4T25. A empresa atribui a melhora à venda da Navegação Costeira, compensada por itens para mitigar desafios operacionais.

As despesas operacionais ex-depreciação ficaram em R$ 38 milhões, 30% menor que no 1T25 e 57% menor que no 4T25. A companhia destacou menor provisão para contingências e redução de consultorias e projetos.

Resultado financeiro piora e prejuízo aumenta

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 119 milhões no 1T26, frente R$ 79 milhões no 1T25 e R$ 90 milhões no 4T25. A empresa aponta maior custo da dívida líquida, com influência da alta do CDI.

Assim, o HBSA3 reportou prejuízo líquido de R$ 34 milhões no trimestre, refletindo desempenho operacional fraco e maior gasto financeiro, compensados parcialmente por menor imposto de renda.

Fluxo de caixa e investimentos

O fluxo de caixa das atividades operacionais ficou negativo em R$ 25 milhões no 1T26, ante geração de R$ 110 milhões no 1T25. O 4T25 apresentou caixa operacional positivo de R$ 219 milhões.

A Hidrovias manteve o guidance de investimentos para 2026, de até R$ 270 milhões. Desse total, R$ 79 milhões são para expansão, e R$ 191 milhões para manutenção e outros projetos.

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