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Indústria brasileira cresce em abril com demanda externa, aponta PMI

Indústria brasileira avança em abril pela primeira vez em um ano, impulsionada pela demanda externa, mas guerra pressiona custos de insumos e venda

Trabalhadores em treinamento na nova fábrica de carros elétricos da Great Wall Motor em Iracemápolis, Brasil, 12 de março de 2025. A fábrica brasileira da Great Wall faz parte de uma campanha global da China para conquistar uma fatia significativa da indústria automobilística mundial, uma poderosa fonte de receitas, empregos e prestígio nacional. (Foto: Victor Moriyama/The New York Times).
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  • O PMI da indústria brasileira ficou em 52,6 em abril, o maior nível em quatorze meses.
  • A produção avançou pela primeira vez em um ano, impulsionada pela demanda externa e pelo aumento de encomendas de exportação.
  • O total de novas encomendas caiu pelo 13º mês seguido, refletindo fraqueza da demanda no mercado interno.
  • As contratações aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, com foco em empregos em tempo integral.
  • Os custos sobem com a guerra no Oriente Médio, elevando inflação de insumos; as empresas repassam parte dos aumentos, porém os preços de venda avançam menos que os custos.

O PMI da indústria brasileira subiu para 52,6 em abril, ante 49,0 em março, atingindo o maior nível em 14 meses. O indicador aponta crescimento, mesmo com fatores externos pressionando custos.

A produção mostrou alta pelo primeiro mês após um ano, impulsionada por novas encomendas de exportação. O cenário externo foi determinante, com demanda interna ainda fraca. O resultado ressalta o peso das exportações no desempenho setorial.

A pesquisa, realizada pela S&P Global, aponta que a taxa de crescimento de novos negócios externas chegou ao nível mais alto em um ano e meio. No entanto, o total de novas encomendas domésticas caiu pelo 13º mês seguido.

Demanda externa impulsiona produção

Empresas registraram maior contratações, com crescimento do quadro de empregos pelo terceiro mês consecutivo, o ritmo mais forte desde fevereiro de 2025. Atenção aos custos: a guerra no Oriente Médio elevou preços de insumos e frete.

Os produtores buscaram estoques de contingência adquirindo itens adicionais, diante da inflação de insumos. Os preços cobrados também subiram, mas a alta de venda ficou abaixo da de insumos, sinalizando repasse parcial aos clientes.

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