- O PMI da indústria brasileira ficou em 52,6 em abril, o maior nível em quatorze meses.
- A produção avançou pela primeira vez em um ano, impulsionada pela demanda externa e pelo aumento de encomendas de exportação.
- O total de novas encomendas caiu pelo 13º mês seguido, refletindo fraqueza da demanda no mercado interno.
- As contratações aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, com foco em empregos em tempo integral.
- Os custos sobem com a guerra no Oriente Médio, elevando inflação de insumos; as empresas repassam parte dos aumentos, porém os preços de venda avançam menos que os custos.
O PMI da indústria brasileira subiu para 52,6 em abril, ante 49,0 em março, atingindo o maior nível em 14 meses. O indicador aponta crescimento, mesmo com fatores externos pressionando custos.
A produção mostrou alta pelo primeiro mês após um ano, impulsionada por novas encomendas de exportação. O cenário externo foi determinante, com demanda interna ainda fraca. O resultado ressalta o peso das exportações no desempenho setorial.
A pesquisa, realizada pela S&P Global, aponta que a taxa de crescimento de novos negócios externas chegou ao nível mais alto em um ano e meio. No entanto, o total de novas encomendas domésticas caiu pelo 13º mês seguido.
Demanda externa impulsiona produção
Empresas registraram maior contratações, com crescimento do quadro de empregos pelo terceiro mês consecutivo, o ritmo mais forte desde fevereiro de 2025. Atenção aos custos: a guerra no Oriente Médio elevou preços de insumos e frete.
Os produtores buscaram estoques de contingência adquirindo itens adicionais, diante da inflação de insumos. Os preços cobrados também subiram, mas a alta de venda ficou abaixo da de insumos, sinalizando repasse parcial aos clientes.
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