- Global: inflação é a principal preocupação citada por 33% dos entrevistados, segundo a edição de abril do Ipsos What Worries the World.
- As próximas maiores preocupações globais são crime e violência (31%) e pobreza e desigualdade (28%).
- Nos Estados Unidos, a preocupação com inflação subiu para 27% (alta de 15 pontos) devido a tensões geopolíticas recentes.
- Na França, a inflação ficou em 38%, enquanto a preocupação com conflitos militares atingiu 25%.
- No Brasil, crime e violência lideram com 47%, seguidos por corrupção (39%), pobreza e desigualdade (36%) e saúde (35%); 32% dos entrevistados avaliam que o país está no caminho certo.
A inflação segue como a principal preocupação das pessoas no mundo, segundo a edição de abril do relatório Ipsos What Worries the World. Trinta e três por cento dos entrevistados citam o tema ao falar de seus receios. Em seguida aparecem crime e violência com 31% e pobreza e desigualdade com 28%.
Conforme o documento, o aumento da preocupação com preços influencia o ambiente global, com tensões geopolíticas, variações no preço de energia e incertezas sobre o ritmo da desaceleração da inflação em diferentes economias. O relatório indica que esse conjunto de fatores mantém o tema econômico no centro das preocupações.
Nos Estados Unidos, o avanço da preocupação com a inflação se intensificou, chegando a 27% após alta de movimentos de tensões no Oriente Médio. A variação mensal foi de 15 pontos percentuais, um dos maiores aumentos do período, segundo a Ipsos.
Na Europa, o tema também ganhou peso. Na França, a inflação aparece como principal preocupação, em 38%, com alta de 12 pontos percentuais naquele mês. O temor com conflitos militares também subiu, atingindo 25%.
Panorama no Brasil
No Brasil, a principal preocupação permanece crime e violência, citado por 47% dos entrevistados. Em seguida aparecem corrupção com 39%, pobreza e desigualdade com 36% e saúde com 35%. Os números mantêm-se próximos aos observados em março.
A pesquisa aponta sinais de deterioração na percepção sobre o rumo do país, com 32% dos entrevistados dizendo que o Brasil está na direção certa, recuo de três pontos percentuais no mês. Segundo Diego Pagura, CEO da Ipsos Brasil, o humor da população parece mais cauteloso diante da ausência de sinais de melhora no curto prazo.
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