- Boletim Focus do Banco Central aponta previsão de inflação para 2026 de 4,89% (IPCA), com inflação acelerando a 0,7% em fevereiro e 0,88% em março; o acumulado em doze meses fica em 4,14%.
- A meta de inflação é 3%, com teto de 4,5%; as projeções já ultrapassam esse limite, ficando próximo de 5%.
- O governo discute plano de rolagem de dívida; a dívida pública atingiu R$ 10,356 trilhões e o déficit primário de março foi de R$ 80 bilhões.
- Emendas parlamentares: o presidente Lula liberou 12 bilhões, mas, segundo relatos, boa parte dos beneficiários não estaria mais disposta a aceitar pressões para apoiar votações.
- No debate eleitoral, há críticas a promessas de campanha e reforço da necessidade de cobrança de representantes pela população.
O Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, mostra que a previsão de inflação para este ano no Brasil continua subindo. A projeção do IPCA chegou a 4,89%, com a inflação acumulada de 12 meses em 4,14%. Em fevereiro houve alta de 0,7% e, em março, 0,88%. O desempenho indica que a meta de 3% pode exigir ajuste de política monetária.
A situação coincide com sinais de deterioração do balanço público. O déficit primário do governo federal em março ficou em 80 bilhões de reais, enquanto a dívida pública atingiu 10,356 trilhões de reais, elevando a pressão sobre juros e crédito. Municípios apresentaram superávit, mas o quadro macro permanece desafiador para a estabilidade fiscal.
Atenção às promessas na campanha eleitoral e aos impactos da política pública
Analistas alertam para promessas de campanhas que envolvem gastos públicos adicionais e mudanças na trajetória da dívida. Em meio a esse cenário, cresce o escrutínio sobre a viabilidade de novas medidas de endividamento e de obras, sem comprometer a inflação ou o equilíbrio financeiro.
Dinheiro de emendas não compra mais a lealdade dos congressistas?
Foi retirada a expectativa de que liberação de emendas, como ocorreu na última semana, automaticamente garanti apoio político. O governo anunciou 12 bilhões de reais em emendas, mas diversos parlamentares sinalizam que não estão mais à venda, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre interesses fiscais e governamentais.
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