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Justiça bloqueia fundos ligados a Beto Louco e Primo pela Genial Investimentos

Justiça de São Paulo bloqueia bens de Beto Louco, Primo e ativos da Genial Investimentos para evitar esvaziamento patrimonial e permitir recuperação de créditos tributários

Da esq. para a dir: empresário Mohamad Hussein Mourad, o Primo; e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco
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  • Justiça de São Paulo bloqueia bens das distribuidoras Aster e Copape e de Roberto Augusto Leme da Silva (Beto Louco) e Mohamad Hussein Mourad (Primo), sob sigilo, para evitar esvaziamento patrimonial e facilitar recuperação de créditos tributários.
  • Medida envolve estruturas financeiras que teriam blindado recursos, incluindo fundos administrados pelo grupo Genial Investimentos, conforme investigação da Carbono Oculto.
  • Banco Genial afirma não ser investigado; diz atuar como administradora fiduciária de fundo de investimento e ter colaborado com autoridades desde o início do caso; ativos bloqueados estavam em CDBs e CCBs.
  • Secretaria da Fazenda de São Paulo bloqueou cerca de R$ 176 milhões vinculados ao Genial e tenta recuperar R$ 7,6 bilhões em ICMS das empresas investigadas.
  • A operação envolve uma rede de operações que movimentou recursos entre diferentes estruturas para facilitar o rastreamento e a ocultação patrimonial; houve migração de gestoras para o Genial em 2024.

A Justiça de São Paulo bloqueou bens das distribuidoras de combustíveis Aster e Copape, além de retirar ativos de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. A ordem, solicitada pela Procuradoria-Geral do Estado, visa evitar esvaziamento patrimonial e facilitar a recuperação de créditos tributários. O processo tramita sob sigilo.

Segundo as autoridades, estruturas financeiras teriam sido usadas para blindar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro, incluindo fundos administrados pelo grupo Genial Investimentos. O bloqueio recai sobre investimentos de CDBs e CCBs vinculados às empresas do grupo.

O Banco Genial informou que não figura como investigado na operação Carbono Oculto. A instituição afirma ter atuado como administradora fiduciária de um fundo de investimento específico e que colabora com as autoridades desde que tomou conhecimento dos fatos, sem detalhar o conteúdo das diligências.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo já bloqueou cerca de 176 milhões de reais do grupo Genial por meio da ação cautelar. A pasta também busca recuperar aproximadamente 7,6 bilhões de reais em ICMS envolvendo as empresas investigadas. Esse montante inclui juros e multas.

As investigações apontam uma cadeia de operações que permitiu a circulação de recursos entre o grupo, aquisição de ativos e posterior alienação desses bens a terceiros como garantia. O objetivo apontado é dificultar o rastreamento contábil e facilitar a ocultação patrimonial.

Antes de migrar para o grupo Genial, em 2024, os empresários atuavam pela gestora Reag, alvo da Carbono Oculto e liquidada pelo Banco Central. Houve a alegação de que teriam levado um fundo de cerca de 500 milhões de reais lastreado em créditos consignados do Banco Master.

Caso uma nova delação premiada seja aceita, o empresário Beto Louco propõe pagar 1 bilhão de reais ao estado de São Paulo. A proposta depende do aval dos promotores do Ministério Público estadual, diferente da tentativa anterior diante de autoridades federais.

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