- A Nissan decidiu abandonar o investimento de US$ 500 milhões em veículos elétricos, equivalente a cerca de R$ 2,5 bilhões, previsto para a fábrica em Canton, Mississippi, nos Estados Unidos.
- A montadora japonesa passará a apostar na produção de picapes e SUVs para o mercado norte-americano, substituindo os EVs na rota de curto prazo.
- A mudança de estratégia ocorre em um contexto em que outras fabricantes também interromperam investimentos em carros elétricos.
- Em vez dos EVs, a Nissan planeja aumentar a capacidade de produção de picapes e SUVs com chassis sobre longarinas, incluindo a nova geração da Frontier e possivelmente o XTerra e o Pathfinder nos EUA.
- O plano de lançamento de novos modelos segue até 2028, com foco em ampliar a linha de picapes e SUVs no mercado norte-americano.
A Nissan anunciou a suspensão de um investimento de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) no segmento de veículos elétricos. A medida envolve a fábrica da empresa em Canton, no estado do Mississippi, nos Estados Unidos. A decisão é de curto prazo, segundo a fabricante.
A mudança de rota confirma que a Nissan deixará de investir em novos EVs e passa a priorizar picapes e SUVs com chassi sobre longarinas. A aposta é voltada ao mercado norte-americano, onde a demanda por modelos utilitários tem se mantido estável.
Mudança de foco nos EUA
A Nissan planeja ampliar a capacidade de produção de picapes e SUVs para compensar a queda de investimento em elétricos. Entre os modelos citados estão a nova geração da Frontier e o XTerra, que não é vendido no Brasil desde 2008.
Além disso, a marca avalia lançar a próxima geração do Pathfinder nos Estados Unidos, além de manter a produção de modelos já existentes. A estratégia busca manter competitividade frente a rivais que também reduziram o ritmo de investimentos em EVs.
A decisão da Nissan acompanha movimentos de outras montadoras, como Honda, Porsche, Lamborghini, Ford e Chevrolet, que vêm promovendo ajustes semelhantes. Fontes do setor apontam que essas mudanças refletem condições de mercado e custos de tecnologia.
Até 2028, a empresa mantém a meta de desenvolver novos modelos, inclusive para a operação nos EUA, com foco em utilitários de maior demanda. A Nissan não informou detalhes sobre cronogramas de produção ou impactos para empregos na fábrica de Canton.
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