- Desenrola terá quatro categorias: Famílias, Fies, Empresas e Rural, anunciado no Palácio do Planalto.
- Benefício é voltado a quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105), com descontos de 30% a 90% para dívidas com atraso entre 90 dias e até dois anos.
- Dentre as dívidas elegíveis estão cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies; é possível usar até 20% do FGTS para abater ainda mais.
- O programa terá financiamento de até R$ 2 bilhões pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) e aporte adicional de até R$ 5 bilhões do orçamento federal; valor máximo da nova dívida é de R$ 15 mil por pessoa, por instituição.
- Pagamento em até 48 meses, primeira parcela em até 35 dias; quem aderir fica proibido de apostar por 12 meses; acesso deve ser feito diretamente pela instituição financeira onde a dívida foi contraída.
O governo anunciou nesta segunda-feira (4/5) o novo Desenrola 2.0, com quatro categorias de renegociação de dívidas. O anúncio ocorreu em coletiva no Palácio do Planalto, com foco principal no endividamento das famílias, e também beneficiando empresas e produtores rurais. A medida visa facilitar crédito no futuro.
O Desenrola 2.0 traz as categorias Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural. A mobilização governamental terá duração de 90 dias, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Descontos variam entre 30% e 90%.
Estrutura e condições básicas
- Beneficiários: renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
- Dívidas elegíveis: cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e Fies, com atraso entre 90 dias e dois anos.
- Descontos: entre 30% e 90% do valor devido; juros máximos de 1,99% ao mês.
- Prazo de pagamento: até 48 meses; primeira parcela em até 35 dias.
- Limite por pessoa: até R$ 15 mil, após descontos, por instituição financeira.
- Uso do FGTS: até 20% do saldo pode ser usado para abater a dívida.
- Apostas: o renegociador fica proibido de apostar em apostas esportivas por 12 meses.
- Como aderir: procurar a instituição financeira onde a dívida foi contraída.
Financimento e impactos
Durigan informou que o programa será financiado com R$ 2 bilhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO), com aporte adicional de até R$ 5 bilhões do orçamento federal. Recursos não resgatados do sistema financeiro também serão encaminhados ao FGO para sustentar a medida.
De acordo com o ministro, a ideia é retirar a “mácula” do nome sujo de quem participa, ao mesmo tempo em que facilita o retorno de crédito em condições melhores. A estratégia busca reduzir o endividamento e preservar a capacidade de crédito para famílias, empresas e produtores rurais.
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