- Ouro recua 1,5% por volta de 10h15, negociado a US$ 4.573,90 por onça.
- Fed adota tom mais duro, com possibilidade de menos cortes e até alta de juros no futuro.
- Juros elevados tornam títulos do Tesouro mais atrativos, reduzindo o apelo do ouro, que não paga rendimento.
- Tensões entre EUA e Irã elevam o preço do petróleo, sinalizando maior risco inflacionário.
- O mercado indica que o ouro segue sensível ao noticiário geopolítico e ao petróleo, com possibilidade de recuperação se as tensões diminuírem.
O ouro à vista caiu nesta segunda-feira, 4, por volta de 10h15 (horário de Brasília), recuando 1,5% para US$ 4.573,90 por onça, em meio a temores inflacionários e incerteza sobre a política de juros dos EUA.
O movimento acompanha sinalizações mais duras do Federal Reserve. O presidente Jerome Powell encerrou o mandato com juros estáveis, mas com preocupação com a inflação, e dirigentes sugerem menor espaço para cortes, com possibilidade de alta no futuro.
Juros elevados por mais tempo elevam a atratividade dos títulos do Tesouro, reduzindo o apelo do ouro, que não paga rendimento. Outros fatores incluem a força do dólar e fluxos ligados a ativos de renda fixa.
As tensões entre EUA e Irã, bem como a alta dos preços do petróleo, alimentam riscos de inflação persistente e sustentam a pressão sobre juros. O mercado observa o desenrolar geopolítico e o rumo da commodity.
Cenário de mercado
Mesmo com ambiente de aversão ao risco, o efeito de juros mais altos e dólar firme tende a limitar a demanda por proteção. O ouro permanece sensível às notícias geopolíticas e à trajetória do petróleo, com possibilidade de recuperação caso haja alívio nas tensões.
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