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Parlamentar propõe cobrança sobre receita em vez de contribuição sobre folha

Frente parlamentar propõe substituir a contribuição sobre a folha por cobrança de 1,4% sobre a receita bruta, com neutralidade arrecadatora e potencial geração de empregos

Senador Laércio Oliveira propõe mudar incidência de contribuição previdenciária patronal
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  • A Frente Parlamentar do Empreendedorismo propõe substituir a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamentos por cobrança de 1,4% sobre a receita bruta das empresas.
  • A mudança está em uma proposta de emenda à Constituição apresentada em fevereiro pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE) e será debatida em seminário nesta terça-feira, 5, em Brasília.
  • O senador afirma ter consultado a Receita Federal, que indicou neutralidade arrecadatória com a alteração.
  • A justificativa é que a cobrança baseada na folha depende do número de trabalhadores formais, tornando-a cada vez menos adequada diante de mudanças trabalhistas, envelhecimento da população e menor crescimento da oferta de mão de obra.
  • Oliveira sustenta que, na prática, quem fatura mais pagaria mais; o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho, admite a possibilidade de alinhamento com a pauta da 6×1, mas ressalta que a proposição não precisa estar vinculada a ela.

A Frente Parlamentar do Empreendedorismo articula alterações na incidência da contribuição previdenciária das empresas. A proposta substitui a tributação sobre a folha de pagamentos por uma cobrança sobre o faturamento bruto. A mudança busca manter a arrecadação estável e estimular o emprego.

A PEC, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), foi apresentada em fevereiro. O objetivo é alterar o conteúdo do artigo da Constituição que trata do financiamento da Previdência Social. O tema será tema de debate em seminário da frente, em Brasília, nesta terça-feira, 5.

Segundo Oliveira, a medida manteria a neutralidade arrecadatória segundo consulta à Receita Federal. O argumento é que o formato atual depende do número de trabalhadores formais e poderia tornar a cobrança inadequada diante da evolução demográfica.

Na justificativa, o senador ressalta que a folha de pagamentos tende a perder fôlego com a desaceleração populacional, envelhecimento e mudanças trabalhistas. Assim, quem fatura mais pagaria mais, o que mudaria a carga tributária para os diferentes portes.

Ao defender a proposta, Oliveira afirma que a tributação pela receita bruta evitaria distorções causadas pela pejotização e pela utilização de regimes como MEI em funções típicas de emprego. O objetivo é reduzir inseguranças jurídicas.

Ele destacou que a mudança seria benéfica para o ambiente de negócios, com impactos positivos esperados na competitividade e na criação de empregos formais. A proposta, porém, é controversa entre setores da economia.

O presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Joaquim Passarinho, indica que a PEC pode dialogar com o debate sobre a desoneração da folha, sem vinculá-la diretamente à pauta da 6×1. A avaliação é de que o tema pode ajustar cenários de compensação.

Passarinho também pondera que, apesar de difícil tramitação neste ano, o texto pode avançar no Senado, com a Câmara avaliando após o período eleitoral. A leitura é de que o esforço para sustentabilidade da Previdência segue como prioridade técnica.

Oliveira afirma ter conversado com o presidente do Senado sobre a relevância da proposta para o país. O foco é iniciar o debate para valer em 2027, conforme previsão, sem considerar efeitos eleitorais como obstáculo.

A reportagem ressalta que, se aprovada, a medida alcançaria todos os setores da economia, diferente de programas setoriais anteriores. A discussão sobre impactos, transição e cenários ainda está em estudo pela bancada.

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