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Planalto aposta no Desenrola 2.0 para recuperar popularidade de Lula

Planalto lança Novo Desenrola Brasil, com descontos de 30% a 90% e prazo de até 48 meses, cinco meses antes das eleições, para reacender apoio de Lula entre jovens

Lula lança Desenrola 2.0 - Metrópoles
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  • O Novo Desenrola Brasil entra em vigor em cinco de maio, com foco em renegociação de dívidas de famílias com renda de até cinco salários mínimos, micro e pequenos empresários, pequenos produtores rurais e estudantes inadimplentes com o Fies.
  • Podem aderir quem tenha dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre noventa dias e dois anos, em cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal (CDC).
  • Descontos vão de trinta a noventa por cento (média prevista de sessenta e cinco por cento), juros máximos de até 1,99 por cento ao mês, com prazo de até quarenta e oito meses e primeira parcela em até trinta e cinco dias; haverá limitação de até quinze mil reais por dívida após descontos.
  • O plano prevê benefício para até vinte milhões de pessoas entre famílias, quinze milhões em contratos consignados, setecentos mil servidores, um milhão e meio de estudantes com Fies e oitocentos mil agricultores no Desenrola Rural; o Fundo de Garantia de Operações (FGO) assegura crédito novo.
  • O governo afirma usar a medida para tentar recuperar popularidade, em meio à desaprovação de 72,3% entre jovens de dezesseis a vinte‑quatro anos, conforme pesquisa recente.

O Novo Desenrola Brasil começa a valer nesta terça-feira (5/5) e visa reduzir o endividamento das famílias, especialmente de quem ganha até cinco salários mínimos. O governo aposta na medida para recuperar popularidade, em meio a avaliações negativas de Lula em parte da população jovem. O Planalto aponta o programa como prioritário com impacto antes das eleições.

Dados recentes reforçam o contexto econômico: 80,2% das famílias estavam endividadas em fevereiro, segundo a CNC, o maior índice da série histórica. O Banco Central mostra alta parcela da renda comprometida com dívidas, pressionada por juros elevados em cartão e cheque especial. A desaprovação de Lula entre jovens pode influenciar o alcance da plataforma.

O Novo Desenrola Brasil abrange pessoas com renda de até R$ 8.105, micro e pequenos empresários, produtores rurais e estudantes com dívidas do Fies. O lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Fazenda, Dário Durigan, ao lado do presidente Lula. A duração prevista é de 90 dias.

A adesão envolve condições específicas: renegociação com descontos de 30% a 90%, juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses. O valor da dívida após descontos não pode passar de R$ 15 mil por pessoa por instituição. O Fundo de Garantia de Operações (FGO) garante crédito para as renegociações.

Podem participar os titulares de dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, em modalidades como cartão, cheque especial e CDC. Estimam-se impactos para cerca de 20 milhões de famílias, mais 15 milhões em contratos consignados, 700 mil servidores, 1,5 milhão de estudantes do Fies e 800 mil agricultores do Desenrola Rural.

Além de facilitar renegociação, o programa prevê usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas, quando permitido, buscando reduzir compromissos mensais. Descontos médios esperados giram em torno de 65% e há expectativa de impactar a vida financeira de dezenas de milhões de pessoas.

Detalhes do programa

As regras definem o teto de nova dívida, etapas de pagamento e limites por instituição. A primeira parcela pode ser paga em até 35 dias, com desconto significativo já no saldo renegociado. O objetivo é simplificar acesso a crédito renovado e reduzir inadimplência sistêmica.

Beneficiários e metas

A gestão planeja atingir famílias, trabalhadores e estudantes com dívidas antigas, ampliando o alcance a produtores rurais e servidores. As ações buscam, na prática, alicerçar recuperação de crédito e dinamizar o consumo, ao longo dos 90 dias de vigência, com monitoramento contínuo.

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