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Plano do governo para desonerar diesel e gasolina busca evitar alta de preços

Projeto de Lei Complementar 114 desonera gasolina e diesel usando receitas extraordinárias; volatilidade do petróleo pode inviabilizar o plano e deixá-lo temporário

Programa de desoneração dos combustíveis envolve compensações que podem não ocorrer
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  • O governo apresentou o Projeto de Lei Complementar 114 para reduzir tributos federais sobre gasolina, diesel, biodiesel e etanol, usando receitas extraordinárias (royalties, dividendos de estatais e IRPJ/CSLL do setor de óleo e gás) para compensar a perda de arrecadação.
  • A ideia é que ganhos inesperados da União, caso o petróleo suba, financiem temporariamente a desoneração dos combustíveis.
  • Os ganhos dependem de variáveis voláteis, como preço internacional do petróleo e câmbio; se a relação não fechar, pode haver pressão fiscal futura, com medidas compensatórias.
  • A proposta tem caráter temporário para o ano de dois mil e vinte e seis, mas há risco de se tornar permanente devido à dificuldade de retirar o benefício.
  • A discussão sobre o tema aparece no programa da Duquesa de Tax, do Estadão, que analisa o impacto econômico e as possíveis consequências para inflação e custo de vida.

A ideia de reduzir tributos sobre combustíveis aparece como solução para frear a alta de preços de gasolina e diesel, especialmente em ano eleitoral. A proposta envolve o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114 apresentado pelo governo. A análise é feita pela Duquesa de Tax, Maria Carolina Gontijo, no programa Não vou passar raiva sozinha.

Ela aponta que o combustível caro impacta não apenas quem dirige, mas também o frete e o custo de tudo o que consumimos. A proposta usa receitas extraordinárias — royalties, dividendos de estatais e arrecadação de IRPJ/CSLL do setor de óleo e gás — para compensar a queda de arrecadação com a desoneração.

A ideia é temporária: reduzir tributos federais sobre gasolina, diesel, biodiesel e etanol, usando ganhos não recorrentes da União. O objetivo é manter o preço sob controle enquanto o petróleo segue volátil. A explicação é de que crises internacionais elevam a cotação e geram receitas inesperadas.

Entretanto, existem riscos. A volatilidade do petróleo e a variação cambial podem inviabilizar a previsão de arrecadação, pressionando o orçamento se as receitas não forem confirmadas. Também preocupa a possibilidade de a medida durar além do previsto e se tornar permanente, gerando desgaste político.

Outra preocupação é a percepção pública: desonerações de itens sensíveis costumam criar expectativas difíceis de reverter. Ao fim do período de emergência, o retorno de tributos pode ser visto como aumento de preço na bomba, independentemente das justificativas técnicas.

Análise e perspectivas

A Duquesa de Tax ressalta que o projeto depende de condições econômicas externas e de previsões fiscais que podem falhar. A aposta é que, se a crise derrubar a cotação, a compensação pode não ocorrer. Nesse caso, novas medidas de ajuste podem ser necessárias para manter o equilíbrio fiscal.

O PLP 114 foi apresentado com o objetivo de conter a inflação decorrente da elevação dos combustíveis. A discussão envolve impactos sobre a economia, pressão política e temporariedade da medida. O tema permanece em debate no âmbito do governo e do Congresso.

Programa e agenda

O programa Não vou passar raiva sozinha traz, semanalmente, análises sobre o tema. A atração também tem novidades em formatos, com conteúdos exclusivos para assinantes. A cobertura completa acompanha as últimas informações sobre o andamento do PLP 114.

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