- Dúzia de ovos na China sai por cerca de R$ 4,75; no Brasil fica em torno de R$ 12; nos EUA pode chegar a R$ 50.
- Arroz: China ~ R$ 5 por kg; EUA ~ R$ 14; tomate: China ~ R$ 5; Brasil ~ R$ 10; EUA ~ R$ 14.
- Peixe: China R$ 18; Brasil R$ 40; EUA R$ 60.
- Consumo de vegetais: chineses consomem mais de 400 kg por pessoa ao ano; nos EUA, cerca de 130 kg.
- Almoço farto em Xangai fica em torno de R$ 50 por pessoa, com sobra; Brasil fica entre China e EUA nos preços, com Bolsa Família beneficiando cerca de 50 milhões de pessoas.
A série Entre Dois Mundos, do Fantástico, mostra como os preços de itens básicos variam entre China, Brasil e EUA. Em comparação de custos, uma dúzia de ovos custa cerca de R$ 4,75 na China, R$ 12 no Brasil e até R$ 50 nos EUA.
A equipe avaliou itens como arroz, tomate e peixe. No arroz, o quilo sai por cerca de R$ 5 na China, semelhante ao Brasil e até R$ 14 nos EUA. O tomate fica em R$ 5 na China, R$ 10 no Brasil e R$ 14 nos EUA.
No grupo de peixes, os preços são de R$ 18 na China, R$ 40 no Brasil e R$ 60 nos EUA. O estudo compara ainda o consumo anual de vegetais, com mais de 400 kg por pessoa na China e cerca de 130 kg nos EUA.
Um almoço farto em Xangai, para várias pessoas, chega a ficar em torno de R$ 50 por pessoa, com sobra de comida. A diferença de custos impacta o que é servido à mesa.
Modelo chinês: comida fresca, barata e próxima
A China utiliza forte atuação estatal para manter preços baixos. Feiras e barracas próximas às casas, com aluguel subsidiado, convivem com investimento em tecnologia agrícola e subsídios à produção. Estoques estratégicos ajudam a equilibrar oferta.
A logística é mais curta, com menos intermediários. A margem de lucro de atacadistas fica em torno de 3%, bem abaixo da remuneração dos EUA. Políticas de controle de preços ajudam a evitar oscilações.
EUA: comida cara e mais industrializada
Nos Estados Unidos, o prato fica mais caro, com desatendimento de fome em regiões distantes. Desertos alimentares exigem deslocamentos longos para acessar alimentos frescos, segundo o levantamento.
Programas de assistência, como o SNAP, ajudam cerca de 40 milhões de americanos. Mesmo assim, os custos de vida alimentam debates políticos e não impedem aumentos de preços.
Brasil no meio do caminho
O Brasil aparece como ponto de equilíbrio entre os dois, com preços básicos entre China e EUA. O país é grande produtor, mas enfrenta gargalos de logística, desigualdade e renda.
Enquanto a China atua fortemente na origem da alimentação, Brasil e EUA concentram esforços no consumo, com programas de transferência de renda para acesso à comida. O Bolsa Família atende cerca de 50 milhões de pessoas.
A produção de soja brasileira ganha espaço no mercado global, sobretudo com a guerra comercial entre China e EUA, fortalecendo o papel do Brasil na alimentação asiática.
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