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Presidente do TST e 21 ministros da Corte receberam mais de R$ 100 mil em março

Presidente do TST, ao lado de vinte e um dos vinte e cinco ministros, recebe mais de R$ 100 mil em março, acima do teto do funcionalismo; instituição não se manifestou

Presidente do TST recebe R$ 103 mil em março, mais que o dobro do teto
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  • O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu R$ 103.579,83 líquidos em março, acima do teto constitucional do funcionalismo.
  • Além dele, outros 21 ministros da corte também ganharam mais de R$ 100 mil naquele mês, totalizando 22 magistrados acima do teto.
  • Os três demais ministros da Corte tiveram salários entre R$ 52 mil e R$ 90 mil em março.
  • Em três meses de 2024, o magistrado acumulou mais de R$ 290 mil líquidos, com R$ 82.674,82 em janeiro, R$ 103.942,18 em fevereiro e R$ 103.579,83 em março.
  • O TST não se manifestou sobre os salários até o momento; o próprio presidente afirmou que a menção a juízes “vermelhos e azuis” foi uma resposta a Ives Gandra Martins Filho.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu em março um rendimento líquido de R$ 103.579,83. O valor supera o teto constitucional do funcionalismo, hoje fixado em R$ 46.366,19, correspondente ao subsídio dos ministros do STF.

Além dele, mais 21 dos 25 ministros da Corte tiveram salários superiores a R$ 100 mil no mesmo mês. Os outros três ministros auferiram salários entre R$ 52 mil e R$ 90 mil. Os números integram levantamento de remuneração divulgado pelo TST.

A remuneração bruta de março foi de R$ 127.082,54, distribuída entre subsídio de R$ 44.047,88, vantagens institucionais de R$ 12.553,59, indenizações de R$ 22.210,93, vantagens eventuais de R$ 47.026,19 e gratificações de R$ 1.243,95. Após os descontos, o total líquido ficou em R$ 103.579,83.

O TST ainda não se manifestou sobre os valores apurados. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos oficiais.

Na mesma semana, o magistrado esteve no centro de uma controvérsia após afirmar, durante discurso em congresso da magistratura em Brasília, que haveria juízes “vermelhos” e “azuis” na Justiça do Trabalho. A fala foi interpretada como referência à polarização política, gerando debates nas redes sociais.

O magistrado explicou posteriormente que a expressão foi uma resposta a Ives Gandra Martins Filho, que havia utilizado as cores em palestra para descrever correntes distintas na Corte, associadas a visões mais liberais ou intervencionistas e a posturas legalistas ou ativistas.

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