- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a maior pressão sobre a política monetária hoje vem da guerra no Oriente Médio, e não do atrito fiscal.
- Durigan argumentou que não concorda com a visão de especialistas de que o desempenho fiscal e as medidas de crédito prejudicam o mandato do Banco Central.
- A declaração ocorreu após o governo anunciar, na segunda-feira, 4 de maio de 2026, o novo Desenrola Brasil.
- Ele afirmou que fatores externos, como o conflito, influenciam mais as decisões de política monetária do que a situação fiscal.
- Durigan reiterou a posição de que não há relação direta entre as ações de crédito do governo e o funcionamento do BC.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao Roda Viva nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, que a maior pressão sobre a política monetária hoje vem da guerra no Oriente Médio. Ele negou que o fisco ou as medidas de crédito públicas prejudiquem o mandato do Banco Central.
Durigan mencionou que o governo anunciou hoje o novo programa Desenrola Brasil, defendendo que a medida não compromete a condução da política monetária nem a independência do BC. Segundo ele, a prioridade é preservar a estabilidade macroeconômica.
O ministro explicou que a avaliação de especialistas sobre impactos fiscais permanece diversa, mas reiterou que a pressão dominante para a curva de juros, câmbio e inflação vem de fatores geopolíticos externos. Ele não apresentou dados adicionais na entrevista.
Sobre o essencial, Durigan destacou que as ações de crédito e as contas públicas seguem em linha com as metas fiscais anotadas pelo governo, ainda que haja debates sobre o efeito dessas políticas na inflação. O conteúdo foi veiculado pelo programa na noite de ontem.
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