- O recuo da globalização promovido pelos EUA durante a gestão de Donald Trump, aliado à incerteza sobre a prosperidade econômica da China, cria um vácuo de liderança global.
- Economista James Robinson, ganhador do Nobel de Economia de 2024, afirma que esse espaço pode permitir que novos atores políticos e econômicos emergentes ocupem a posição de liderança.
- Países com ambição e projeto estratégico, como o Brasil e a América Latina, teriam posição para se beneficiar dessa reconfiguração mundial.
- O cenário traz riscos, mas também oportunidades para aumentar a integração regional e a participação internacional.
- Segundo o texto, a região pode se fortalecer ao se conectar mais ao mundo após ciclos políticos alternados entre direita e esquerda.
O recuo da globalização, encadeado por ações dos EUA durante a gestão de Donald Trump e pela incerteza sobre o desempenho econômico da China, abre espaço para novos atores globais ocuparem a liderança. Essa leitura é apresentada por James Robinson, economista e cientista político laureado com o Nobel de Economia de 2024.
Robinson afirma que o cenário cria um vácuo de governança internacional, no qual países com ambição e projetos estratégicos podem ganhar relevância. Entre eles, o Brasil e a América Latina aparecem como potenciais protagonistas, desde que apresentem coesão e inserção econômica eficaz.
O pesquisador destaca que as mudanças não são pontuais, mas estruturais, ligadas a ciclos políticos de direita e esquerda que alternam direções de integração global. Segundo ele, a região precisa amadurecer estratégias de participação no sistema internacional para se manter relevante.
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