- A repressão imigratória do governo dos EUA está impactando negativamente trabalhadores nascidos nos EUA em setores fortemente atingidos, como a construção.
- Áreas com aumentos expressivos nas prisões do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) registraram queda de trabalho entre trabalhadores masculinos nascidos nos EUA, principalmente os com ensino médio ou menos.
- Não há evidência de que empregadores tenham aumentado salários para atrair trabalhadores nacionais nessas funções.
- O estudo, da National Bureau of Economic Research, destaca variação regional conforme o crescimento das detenções do ICE.
O governo de Donald Trump intensificou a fiscalização de imigração, e um estudo recente aponta impactos negativos em trabalhadores norte-americanos em setores muito atingidos, como a construção. A pesquisa, publicada pelo National Bureau of Economic Research (NBER), analisa efeitos de ações de enforcement sobre o mercado de trabalho local.
Segundo o estudo, áreas com aumentos significativos nas prisões por imigração e alfândega (ICE) registraram queda na atuação de trabalhadores norte-americanos nascidos no país, especialmente entre homens com ensino médio completo ou menor. O recorte aponta que a retração ocorreu principalmente entre trabalhadores de setores com forte presença de imigrantes.
Os pesquisadores também observaram que não houve evidência de que as empresas tenham aumentado salários para atrair trabalhadores nascidos nos EUA a preencher as vagas. Essa ausência de aumento salarial contrasta com a ideia de que a fiscalização poderia oferecer incentivos financeiros para a população local.
A análise enfatiza que os efeitos se concentraram em áreas de maior intensidade de enforcement e em trabalhadores com menor qualificação educacional. O estudo não envolve conclusão sobre impactos de longo prazo, mas indica mudanças relevantes no comportamento do mercado de trabalho em resposta às políticas migratórias vigentes.
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