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Sateliot reformula contas por deduções fiscais indevidas

Sateliot revisa contas e regulariza deduções de I+D para viabilizar ronda de 100 milhões e buscar alianças estratégicas

Jaume Sanpera, consejero delegado de Sateliot.
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  • Sateliot revisou suas contas devido a ajustes relacionados a deduções fiscais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (I+D), reduzindo em mais de 7 milhões de euros o que foi classificado como despesas de I+D em exercícios anteriores.
  • Em 2024, a empresa registrou prejuízo líquido de 8,96 milhões de euros e divulgação de receita negativa de 4,23 milhões de euros, consequência de um ajuste contábil extraordinário vinculado a faturamento de exercícios anteriores.
  • Parte dos ajustes envolve faturas rectificativas no total de 7,04 milhões de euros com serviços de I+D que, posteriormente, foram classificados como não elegíveis para esse regime fiscal.
  • A estrutura de financiamento depende de uma rodada de 100 milhões de euros para a constelação Tritó; a empresa recebe apoio público significativo e mantém contratos prévios de até 270 milhões de euros com 400 clientes, ainda não refletidos nos demonstrativos auditados.
  • A senhoria estatal permanece como principal acionista (18,7%), com participação de outros investidores; contrato recente com Telefónica para serviços 5G satelitais não gera efeito operacional imediato, devido à indisponibilidade de satélites em operação.

Sateliot revisa contas por deduções fiscais indevidas e acelera Captação

A Sateliot, empresa catalã de conectividade satelital para IoT, revisou suas contas devido a ajustes em deduções de pesquisa e desenvolvimento. A companhia está buscando 100 milhões de euros na rodada de financiamento Série C para sustentar a expansão da sua constelação.

As mudanças contábeis estimam que parte dos gastos classificados como I+D em 2021‑2023 não atendia aos requisitos, levando a uma redução de mais de 7 milhões de euros nesse tipo de gasto. A recounta regulariza declarações fiscais conforme orientação de autoridades tributárias.

A empresa afirma que a regularização é parte de um cumprimento normativo e segue interpretações da Direção Geral de Tributos e do Tribunal Económico-Administrativo Central. A Sateliot não divulgou detalhes adicionais sobre o impacto fiscal completo.

Desempenho financeiro e estrutura de capital

As contas de 2024 indicam perdas líquidas de 8,96 milhões de euros, ante 1,13 milhão em 2023. A cifra de negócios ficou em -4,23 milhões, refletindo o ajuste contábil de receitas de exercícios anteriores. Emitiu faturas rectificativas no valor de 7,04 milhões ligadas a projetos passados.

Lantana Development, veículo de Arcano Partners, atua como sócio financeiro por meio de uma estrutura de Tax Lease, canalizando capital privado para financiar a expansão. O mecanismo transforma incentivos fiscais de I+D em liquidez para os lançamentos.

A Sateliot aponta que, apesar das perdas, possui receitas ordinárias de 2,8 milhões de euros em 2024. A atual ronda de financiamento visa sustentar a fabricação e o lançamento da geração Tritó de satélites, com até 16 unidades previstas para validar tecnologia 5G NR.

Participação pública e cenário de mercado

O Estado é o principal acionista, com 18,7%, via Sepides e SETT, tendo aportado 15,3 milhões de euros. O conjunto de acionistas inclui Indra (4,81%), Hyperion (11,7%), Mayoral (11,7%) e Cellnex (1,6%).

A ronda de 100 milhões é crucial para a fabricação e o lançamento da geração Tritó, cuja expansão promete ampliar a capacidade de conexão IoT com suporte 5G. A empresa afirma ter pré-contratos de 270 milhões com 400 clientes, ainda não refletidos nos demonstrativos auditados.

Parcerias e próximos passos

Na última semana, a Sateliot anunciou acordo com Telefónica para desenvolver serviços de 5G satelital em defesa e segurança. Quaisquer impactos operacionais de curto prazo dependem da disponibilidade de satélites em operação.

Fontes do setor indicam que o acordo funciona também como fator de credibilidade para atrair investidores à Série C, já que a implementação de receitas tangíveis depende da entrada em funcionamento dos satélites Tritó.

A empresa planeja lançamentos adicionais de satélites até o final de 2025, com planos de ampliar a rede para cobrir serviços globais em tempo real. O desenvolvimento depende da conclusão de acordos com terceiros e da evolução da frota.

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