- A Schneider Electric criou no Brasil um projeto de economia circular que transforma uniformes descartados em porta-EPIs, já convertendo 250 quilos em cerca de 100 itens.
- O processo envolve triagem, análise técnica e corte personalizado, com uma unidade-piloto validada para qualidade, resistência e segurança.
- Além de reduzir resíduos têxteis técnicos, o projeto diminui a necessidade de matéria-prima virgem e aumenta o engajamento dos colaboradores no ciclo de circularidade.
- A estratégia global da empresa inclui elevação de materiais verdes em produtos de 7% para 48% nos últimos cinco anos e redução do uso de plástico de uso único em embalagens.
- A empresa vislumbra expansão, com ganho de escala e replicação da iniciativa em outras operações; em Cajamar, a reutilização de embalagens já gerou 174 toneladas de papelão e economia de R$ 1,2 milhão.
A Schneider Electric implementou no Brasil um projeto de economia circular que transforma resíduos internos em novos produtos. Uniformes antichamas descartados pelas equipes de campo viram porta-EPIs para uso interno, gerando economia e menor impacto ambiental. Até o momento, 250 quilos de material foram convertidos em cerca de 100 itens.
A iniciativa nasce de uma diretriz global da empresa para incorporar circularidade à operação, com foco na eficiência de recursos e na redução de desperdícios. O projeto envolve triagem, análise técnica e corte personalizado dos uniformes antes da transformação.
Segundo Arthur Wong, vice-presidente de marketing e sustentabilidade da Schneider Electric para a América do Sul, a circularidade é pilar estratégico que sustenta competitividade e gestão inteligente de recursos. O uso de resíduos fortalece o engajamento dos colaboradores com a sustentabilidade.
Conjunto de ações
A ação faz parte de uma estratégia mais ampla: nos últimos cinco anos, o uso de materiais verdes nos produtos cresceu de 7% para 48%. Também houve redução do plástico de uso único em embalagens, e, no centro de Cajamar (SP), a reutilização de embalagens reciclou 174 toneladas de papelão, gerando economia de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Com o projeto ainda em fase inicial, há planos de ganho de escala e evolução do modelo produtivo. A empresa busca identificar novas aplicações para resíduos internos e replicar a iniciativa em outras operações.
Entre na conversa da comunidade