- O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, disse que a política monetária está bem posicionada para equilibrar inflação e mercado de trabalho.
- Ele espera inflação em torno de três por cento em 2026, recuando à meta de dois por cento no ano seguinte, conforme os efeitos de tarifas e preços de energia se esgotarem.
- O crescimento do PIB real deve ficar entre dois por cento e 2,25 por cento neste ano e no próximo.
- O conflito no Oriente Médio pode prolongar choques de oferta e elevar a inflação, com impacto incerto sobre a atividade econômica global.
- Dados do mercado de trabalho aparecem mistos: sinais de estabilização do emprego, mas possibilidade de desaceleração gradual, que o Fed acompanha de perto.
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, afirmou que a política monetária dos EUA está bem posicionada para equilibrar os riscos que afetam a estabilidade de preços e o mercado de trabalho. As falas foram proferidas nesta segunda-feira, em um evento.
Ele sinalizou sinais mistos no mercado de trabalho e alertou que a inflação deve permanecer elevada ao longo de 2026, devido às tarifas comerciais e aos aumentos nos preços de energia provocados pelo conflito no Oriente Médio. A leitura aponta para um cenário de incerteza acentuada.
O dirigente destacou que os efeitos de disrupções de oferta e de choques energéticos podem moldar o cenário global e local. Embora as expectativas de petróleo pareçam moderadas, há possibilidade de piora caso o conflito se intensifique.
Panorama de inflação e crescimento
Williams estima inflação em torno de 3% neste ano, recuando para a meta de 2% no próximo, conforme os impactos se dissipam. O PIB real deve crescer entre 2% e 2,25% em 2026 e no ano seguinte, conforme o Fed avalia o impulso da economia.
Ele ressaltou que a atual postura monetária visa manter o equilíbrio entre máximo emprego e estabilidade de preços, diante de um ambiente externo volátil. A curto prazo, as projeções dependem da evolução de tarifas e do preço da energia.
Mercado de trabalho e balanço do Fed
Dados recentes mostram divergências: indicadores quantitativos apontam estabilização do emprego, enquanto avaliações qualitativas sugerem desaceleração gradual. A leitura aponta para monitoramento próximo das condições do emprego.
Sobre o balanço de ativos, Williams afirmou que a adaptação é essencial e que o Fed está bem posicionado para gerenciar mudanças na demanda por reservas e em passivos decorrentes de alterações no sistema bancário.
Fonte de referência não especificada no trecho, mas o registro ocorre no contexto de comunicação do Fed sobre a trajetória de política monetária ante fatores externos.
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