Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

48% veem economia pior agora do que no governo Bolsonaro, aponta pesquisa

Pesquisa mostra 48% achando a economia pior que no governo anterior, influenciados por endividamento e inflação, especialmente entre eleitores de Flávio Bolsonaro

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • 48% dos entrevistados avaliam que a economia está pior do que no governo anterior, 31% veem melhora e 24% dizem que ficou igual.
  • Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 83% enxergam deterioração econômica.
  • O cenário eleitoral está acirrado, com o presidente tecnicamente empatado em possíveis segundo turnos frente a adversários.
  • Mesmo com desemprego baixo, economia em crescimento e renda em alta, o índice de miséria está no menor nível em três décadas, mas isso não se traduz em aprovação.
  • A dívida crescente atrapalha a percepção: quem está endividado tende a apoiar mais o Flávio do que o Lula, refletindo no humor político e nas avaliações da economia.

Os números da Real Time Big Data mostram um recorte claro entre percepção da população e dados objetivos da economia. Nesta terça, 48% dos entrevistados disseram que a economia está pior do que no governo anterior, 31% apontaram melhora e 24% afirmaram que nada mudou. A leitura política aponta maior pessimismo entre eleitores de Flávio Bolsonaro, com 83% avaliando deterioração.

O cenário agregado revela um “fôlego” breve, mas a sensação nas ruas não acompanha esse rendimento. O levantamento destaca que, apesar de sinais de recuperação em empregos e renda, o humor político permanece tenso, influenciando avaliações sobre o desempenho econômico.

Ao mesmo tempo, o estudo indica que opiniões variam conforme a afinidade política, o que estimula leituras diferentes sobre o desempenho do governo. O pleito eleitoral atual aparece equilibrado, com várias paridades de voto em cenários de segundo turno.

Perspectiva econômica e percepção pública

Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, há um paradoxo entre indicadores positivos e avaliação negativa. Ele aponta queda do desemprego, crescimento da economia e aumento da massa de renda como sinais favoráveis, ainda que isso não se traduza em aprovação popular.

Vale lembra que o índice de miséria — combinação de desemprego e inflação — está no menor patamar em três décadas. Essa leitura contrasta com a percepção de parte da população, o que ajuda a explicar o descompasso entre dados macro e opinião pública.

Fatores que explicam o ceticismo

Segundo Vale, o endividamento pesado é fator relevante. Pessoas com contas atrasadas tendem a apoiar mais intensamente a figura de Flávio Bolsonaro, mesmo diante de melhoria em empregos. Esse viés tende a acentuar avaliações negativas entre parcelas endividadas.

A economista Natalie Verndl, delegada do Corecon-SP, acrescenta que a memória da pandemia influencia a percepção atual. Juros baixos e cortes de gastos durante o governo anterior deixaram uma impressão de alívio, hoje substituída por pressão da inflação de alimentos e custos de vida.

Verndl também ressalta a influência da afinidade política na avaliação econômica. Ela afirma que quem se identifica com determinadas lideranças tende a enxergar cenários mais positivos, o que explica parte do descompasso entre números e sentimento popular.

O Desenrola 2.0 surge nesse contexto como instrumento para atender especialmente a parcela mais endividada da população, onde a insatisfação atual parece superar, em alguns momentos, os dados econômicos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais