- O vice-presidente Geraldo Alckmin sugeriu que o Brasil avalie o modelo de inflação usado pelo Federal Reserve, que desconsidera itens voláteis como alimentos e energia na definição da política de juros.
- Acredita-se que a taxa Selic, ainda elevada, poderia cair mais rapidamente se o modelo utilizadas estivesse alinhado com a realidade brasileira.
- Alckmin afirmou que o cenário externo, especialmente a guerra no Oriente Médio, pressiona preços e dificulta uma redução mais acentuada dos juros.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu críticas sobre o impacto da política fiscal nos juros e manteve que o principal fator de inflação é o cenário externo.
- Durigan destacou a necessidade de medidas localizadas para evitar efeitos mais amplos na economia diante da pressão externa, especialmente ligada a conflitos internacionais.
Geraldo Alckmin, vice-presidente, pediu cautela com o modelo de inflação utilizado pelo Brasil, sugerindo a avaliação de parâmetros do Federal Reserve (Fed). A afirmação ocorreu durante evento com empresários suecos, que apontaram juros altos, inflação e instabilidade política como questões centrais. Durigan, ministro da Fazenda, rebateu críticas sobre o peso da política fiscal na curva de juros.
O vice-presidente ressaltou que a taxa Selic permanece elevada e poderia cair com mais rapidez se o modelo de inflação fosse revisado. Além disso, destacou que fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, têm pressionado preços e dificultado reduções rápidas dos juros.
Alckmin sugere modelo do Fed
Durante o encontro, o foco foi avaliar a adoção de referências do Fed para calibrar a política monetária brasileira. A ideia é compreender se a exclusão de itens voláteis, como alimentos e energia, pode facilitaribes a governança da Selic. O debate ocorre em meio a cautela sobre a trajetória da inflação.
Durigan defende política fiscal
Durigan afirmou que as pressões inflacionárias vêm, primordialmente, do cenário externo, especialmente pela guerra no Irã. O ministro defendeu a continuidade da política fiscal atual e citou a necessidade de medidas específicas para evitar efeitos indesejados na economia, sem atribuir toda a pressão à atividade fiscal interna.
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