- O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, indo de 14,75% para 14,50% ao ano, na semana passada.
- A ata afirma que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão definidas ao longo do tempo, conforme novas informações forem chegando.
- O comitê manteve o foco em garantir a convergência da inflação à meta, considerando ajustes no ritmo dessa calibração conforme o cenário evolui.
- O documento ressalta incerteza externa elevada, com tensões geopolíticas e dúvidas sobre a política econômica dos Estados Unidos, afetando condições financeiras globais.
- Entre os riscos, o Copom citou possibilidade de desancoragem das expectativas de inflação para horizontes mais longos e, por outro lado, a chance de desaceleração maior da atividade doméstica, com impactos na inflação.
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou nesta manhã a ata da última reunião, confirmando a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, que passou de 14,75% ao ano para 14,50%. O órgão também destacou discussões sobre alterações no balanço de riscos para a inflação.
A ata explica que a magnitude e a duração do ciclo de calibração da política monetária serão definidas ao longo do tempo, conforme novas informações forem chegando. A decisão de reduzir a taxa ocorreu após avaliar que o período de manutenção da Selic em patamar contracionista favoreceu a transmissão da política à atividade econômica.
O texto ressalta a incerteza no cenário externo, com tensões geopolíticas e dúvidas sobre rumos da política econômica dos EUA. O BC aponta que o ambiente externo exige cautela para emergentes, diante da volatilidade de ativos e de commodities.
Riscos para a inflação: cenários e efeitos
A ata aponta que houve debate sobre alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação. Um fator é a possibilidade de impactos mais duradouros das cadeias de produção, em função do conflito no Oriente Médio, e a desancoragem das expectativas de inflação para horizontes de 2028.
Entre os fatores de alta, o Copom cita a eventual desancoragem prolongada das expectativas de inflação, efeitos de segunda ordem sobre oferta de petróleo, maior resiliência da inflação de serviços e cenários externos com câmbio mais desvalorizado. Entre os fatores de baixa, destaca-se a desaceleração doméstica mais intensa, choques de comércio e petróleo mais fracos, e menor pressão inflacionária decorrente de queda de commodities.
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