- O Banco Central, via ata do Copom, afirmou que a política monetária precisa permanecer restritiva, pois guerra no Oriente Médio e demanda interna mantêm a inflação pressionada.
- Os dirigentes destacaram desancoragem das expectativas de inflação em horizontes mais longos, especialmente para 2028.
- Em 29 de abril, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%.
- Há compromisso com combater efeitos de segunda ordem do choque global no petróleo, ainda que a atividade econômica tenha venues moderado o ritmo para possível novo corte.
- A ata aponta recuperação parcial da economia no início de 2026, inflação em alta e projeções de trajetória que mantêm a política monetária contracionista até converge para a meta.
O Banco Central (BC) sinalizou, em ata do Copom divulgada nesta terça-feira (5), que a política monetária precisa permanecer restritiva. A decisão ocorre diante de pressões da guerra no Oriente Médio e da demanda interna sobre a inflação, segundo o documento.
A ata é liderada por Gabriel Galípolo, e aponta que a desancoragem das expectativas de inflação ficou mais evidente em horizontes mais longos, especialmente para 2028. O BC manteve a taxa Selic em 14,5% após queda de 0,25 ponto percentual em 29 de abril.
Os dirigentes destacaram o esforço para combater efeitos de segunda ordem decorrentes do choque global nos preços do petróleo e, ao mesmo tempo, reconheceram que a atividade econômica já mostra certa moderação após um longo ciclo restritivo.
Ainda assim, a ata afirma que a moderação recente abriu espaço para um novo corte de juros, desde que haja confirmação de convergência para a meta de inflação. Ajustes na calibragem poderão ocorrer conforme novas informações.
Contexto macroeconômico e inflação
O documento aponta que a inflação segue pressionada por fatores de demanda e custo. Indicadores iniciados apontam recuperação no primeiro trimestre de 2026 ante 2025, com sinais mistos na atividade, conforme as projeções do Copom.
Mercados sensíveis a condições financeiras mostram desaceleração, enquanto aqueles ligados à renda apresentam maior resiliência, segundo a ata. O governo tem adotado medidas de estímulo ao consumo, com foco em reduzir dívidas das famílias e conter impactos fiscais.
Perspectivas de política monetária
A ata reforça que a inflação tem sido impulsionada pela demanda, exigindo política monetária contracionista. O BC observa custos de crédito elevados em parte devido a gastos fiscais, o que complica a meta inflacionária de 3%.
Economistas projetam continuidade de gastos públicos à frente, com impactos sobre o cenário monetário. O BC mantém a expectativa de que a inflação acelere neste ano antes de desacelerar no fim de 2027, alinhando-se ao quadro de metas.
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