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Ata do Copom aponta que cortes da Selic dependem de cenário interno e externo

Ata do Copom aponta cortes graduais da Selic, dependentes de cenário geopolítico e demanda interna, com inflação pressionada pela guerra e crédito em desaceleração

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC) — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
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  • O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, informando a redução da Selic em 0,25 ponto, de 14,75% ao ano para 14,5% ao ano.
  • A autoridade sinaliza que o tamanho e a duração dos cortes dependerão do cenário interno e externo, mantendo o ciclo sujeito a novas avaliações.
  • A guerra entre Estados Unidos e Irã tem promovido alta no preço do petróleo e pressão inflacionária global, impactos considerados pelo BC.
  • As dinâmicas de inflação mostraram valores acima dos inicialmente esperados, reforçando a necessidade de política monetária contracionista.
  • No cenário doméstico, a atividade econômica permanece moderada e o crédito tem desacelerado, efeito esperado da política monetária mais restritiva.

O Banco Central divulgou nesta terça-feira a ata da última reunião do Copom. Na ocasião, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto, de 14,75% para 14,5% ao ano. A divulgação ocorreu após a reunião realizada no fim de abril.

Segundo o BC, o período de juros altos favoreceu uma base para começar os cortes. A instituição sinaliza que a magnitude e a duração do ciclo dependerão do cenário interno e externo ao longo do tempo.

A inflação tem sido impactada por fatores externos, como conflitos geopolíticos, que elevam o preço do petróleo. O BC aponta que os dados de inflação ficaram acima do esperado, e a demanda interna continua pressionando preços, mantendo a necessidade de política monetária contracionista.

O BC também afirmou que a atividade econômica doméstica mostrou moderação, conforme esperado. Os efeitos da política monetária mais restritiva aparecem na desaceleração do crédito e na trajetória macroeconômica interna.

Cenário interno e externo

A ata destaca que conflitos geopolíticos e sinais mistos sobre desaceleração dificultam a identificação de tendências claras. Com isso, a instituição reforça a cautela na comunicação sobre novos movimentos da Selic.

A autoridade monetária reforça que cortes muito bruscos não são esperados no curto prazo. A leitura é de ajuste gradual, de acordo com a evolução da inflação e do desempenho econômico.

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