- A ata do Copom indica que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio pode sustentar impactos duradouros na economia global e elevar riscos para a inflação no Brasil, com piora nas expectativas de mercado.
- O BC afirma que, até o momento, a duração da guerra pode ter sido suficiente para materializar esses riscos.
- O comitê ressaltou ter discutido alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação.
- Na semana passada, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, destacando a necessidade de incorporar novas informações para próximos movimentos.
- O BC reforçou que definirá o ritmo e a extensão do ciclo de calibração da taxa com base em informações adicionais.
O Banco Central informou, em ata publicada após a reunião do Copom, que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio pode elevar os riscos de impactos duradouros na economia global e que a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente por meio de uma piora nas expectativas do mercado.
Segundo o documento, o Comitê mais uma vez discutiu alterações amplas no balanço de riscos para a inflação. A ata destaca que o debate envolve o ajuste da calibração das medidas de política monetária frente aos cenários internacionais.
Na semana anterior, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,50% ao ano, e ressaltou a necessidade de incorporar novas informações para definir juros futuros, incluindo a possibilidade de adaptar o ritmo e a extensão do ciclo de calibração.
A Ata e o Contexto de Política Monetária
O BC reforça que alterações no balanço de riscos dependem do andamento do conflito no Oriente Médio e de fatores externos que influenciam as expectativas de inflação, além dos impactos sobre o câmbio e o preço de commodities.
A instituição não apresenta uma decisão sobre o caminho da política monetária de forma conclusiva na ata, mantendo a linha de monitoramento de dados econômicos e de cenários globais para futuras decisões.
O documento indica que futuras comunicações deverão considerar novas informações que possam alterar o equilíbrio entre inflação, atividade econômica e estímulos monetários, sem antecipar o futuro do ciclo de aperto ou de cortes.
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