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Bancos revisam comissões de fundos de investimento para cumprir Bruxelas

Bancos revisam comissões de fundos para cumprir normativa europeia, que exige rentabilidade equivalente ou superior aos comparáveis, com aplicação prevista para 2028

Una operadora bursátil.
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  • Bancos espanhóis revisam comissões de fundos de investimento para cumprir a nova regulação da União Europeia (RIS), que limitara custos cobrados aos clientes e exigirá rentabilidades iguais ou superiores às de fundos comparáveis.
  • A norma obriga as instituições a avaliar se os produtos oferecem valor adequado ao cliente, comparar com opções similares e justificar custos proporcionais aos benefícios; produtos que não passarem nesse teste não poderão ser vendidos a investidores varejo.
  • CaixaBank, líder do setor com mais de cem bilhões em gestão, afirma analisar o impacto da RIS e espera que a versão final seja equilibrada e não restrinja o acesso aos serviços de investimento; BBVA lembra que a CNMV já exige evitar custos indevidos.
  • Vias críticas sugerem que, mesmo assim, o texto não proíbe totalmente as comissões de retrocessão e mantém incentivos, exigindo em vez disso um teste do melhor interesse do cliente; analistas do CEPS consideram o acordo decepcionante.
  • O calendário aponta para aprovação próxima, com votação final no Parlamento Europeu após o verão; a transposição pelos Estados-membros pode levar até 30 meses, com aplicação esperada até o final de 2028.

El Parlamento Europeu e o Conselho avançaram uma nova regulamentação que afeta fundos de investimento na Europa, incluindo Espanha. A medida visa limitar comissões cobradas aos clientes e exigir que produtos ofereçam rentabilidade equivalente ou superior a similares no mercado. O objetivo é proteger pequenos investidores.

A indústria financeira tem analisado, em especial grandes bancos, o impacto da RIS (Investment Firm Retail Strategy). A proposta proíbe vendas de fundos com comissões injustificadas e impõe que carteiras ofereçam retorno compatível com opções equivalentes. A mudança está em negociação há meses.

CaixaBank, com mais de 100 bilhões de euros geridos em fundos, disse estar avaliando o efeito da RIS sobre seus produtos. A instituição espera que o texto final seja equilibrado e não restrinja o acesso a serviços de investimento.

CaixaBank também ressaltou que a revisão visa maior transparência e alinhamento entre custos e benefícios. Entidades, no entanto, temem pressões regulatórias contínuas que possam reduzir margens do setor de gestão de ativos.

Críticos argumentam que o acordo não elimina conflitos de interesse, mantendo a possibilidade de comissões de retrocessão para vendas não asesoradas. O CEPS, think tank europeu, classifica o texto como decepcionante nesse ponto.

O regulamento exige que as entidades avaliem se produtos oferecem valor ao cliente com base em critérios como risco, horizonte de investimento e mercado-alvo. Devem comparar com itens similares e justificar custos proporcionais aos ganhos.

O BBVA diz apoiar a direção da RIS, lembrando que a CNMV já exige evitar custos indevidos em fundos. O banco ressalta, porém, o risco de queda de margens caso a regulação pressione demais.

A Comissão e o colegisladores entendem que o foco anterior na informação não foi suficiente. A nova prática passa a avaliar resultados, com o regulador atuando diante de comissões injustificadas.

Segundo o calendário institucional, a RIS deve ser votada no plenário após ajustes técnicos, com adoção prevista ainda neste verão. A transposição pelos Estados-membros pode levar até 30 meses para aplicação efetiva.

A expectativa é que as novas normas fortaleçam a confiança dos pequenos poupadores e incentivem o uso dos mercados de capitais como canal de poupança na União Europeia.

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