- O Tribunal de Apelação de Paris manteve que Omar Alami, ex-responsável de vendas de derivados de BNP Paribas para Suíça, Bélgica e Luxemburgo, foi despedido por motivo grave e reduziu a indenização de 1,7 milhão de euros concedida inicialmente.
- A decisão de 2019 aponta que Alami foi informado de despedimento por suposto assédio a subordinados, após incidentes em que teria chamado um operador de “inútil” e “incompetente” diante de colegas.
- Os juízes consideraram fundamentadas as denúncias apresentadas na carta de despedimento, com base em testemunhos de funcionários reunidos pela própria BNP.
- O tribunal também reduziu uma bonificação diferida de mais de 650 mil euros que fazia parte da indenização original.
- Alami não conseguiu comprovar discriminação por origem marroquina; o tribunal manteve que as alegações de racismo não foram comprovadas e não houve indícios de discriminação por parte da empresa.
Um alto executivo da BNP Paribas, Omar Alami, foi despedido em 2019 por suposto assédio a subordinados na sala de operações. Em apelação, o Tribunal de Apelação de Paris revogou decisão anterior e ele perdeu uma indenização de 1,7 milhão de euros.
Os juízes from testemunhos recolhidos pela empresa confirmaram acusações, descrevendo o estilo de gestão como “terrorismo emocional” e “feudal”. Um operador foi apontado por Alami como alvo de críticas diante de colegas, por um suposto erro de 800 mil euros.
Além disso, o tribunal reduziu uma bonificação diferida de mais de 650 mil euros que integrava a indenização concedida inicialmente pelo tribunal laboral de Paris, em 2022.
Discriminação e credenciais
O Tribunal de Apelação de Paris também rejeitou o argumento de Alami de discriminação por origem marroquina. Não houve provas que respaldassem tal alegação, segundo os juízes, que destacaram que a expressão ofensiva na carta de despido refletia angústia de um funcionário, não preconceito institucional.
O laudo final afastou a ideia de que BNP discriminou o ex-funcionário com base em sua origem. A BNP não comentou o caso, enquanto o advogado de Alami não forneceu declarações imediatas.
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