- O Banco Central anunciou, no fim da tarde de terça-feira, leilão de swap cambial reverso de 10 mil contratos, no valor de US$ 500 milhões, para quarta-feira (6).
- O movimento equivale a uma compra de dólares no mercado futuro e tende a pressionar o mercado cambial.
- Recentemente, o swap reverso vinha acompanhado de venda de dólares no mercado à vista, conhecido como “casadão”.
- A última vez que houve swap cambial reverso “seco” foi em 8 de novembro de 2016.
- A falta de venda no mercado à vista pode indicar que autoridades enxergam descolamento excessivo do real em relação aos pares.
O Banco Central anunciou, no fim da tarde desta terça-feira (5), após o fechamento do mercado, a realização de um leilão de swap cambial reverso para quarta-feira (6). Serão 10 mil contratos, equivalentes a US$ 500 milhões, com o objetivo de ofertar liquidez ao câmbio.
O leilão envolve o BC e instituições financeiras, que participam do swap reverso para estabilizar a oferta de dólares no mercado. O anúncio reforça a atuação da autoridade monetária para gerenciar pressões cambiais.
Contexto do instrumento
O swap cambial reverso funciona como uma compra futura de dólares, encorajando a demanda por câmbio no mercado de derivativos e, por consequência, a pressão sobre o mercado cambial à vista.
Historicamente, esse tipo de operação vem acompanhado de movimentos no mercado à vista. A autoridade pode sinalizar que percebeu descolamento excessivo entre o real e moedas pares, justificando a intervenção.
A última vez que houve swap cambial reverso seco foi em 8 de novembro de 2016, segundo registros oficiais. A ausência de venda à vista recente é parte do raciocínio para a decisão anunciada.
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