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Bordeaux 2025 en primeur Margaux aponta que detalhes pequenos mudam o vinho

Margaux 2025 é excelente, porém mais heterogênea e com rendimentos mais baixos já registrados, destacando como detalhes minúsculos afetam maturação e expressão da apelação

Margaux lineup
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  • Em 2025, Margaux apresenta ótima performance geral, com classificação média superior a 2024 e 2023 e próxima de 2022, mas o sul do Médoc foi mais desafiador que o norte.
  • A vintage mostrou variação de estresse hídrico entre parcelas e terroirs dentro de Margaux, influenciando maturação e estratégias de colheita e vinificação.
  • Os rendimentos caíram significativamente, para 29 hl/ha na média da appellation, o menor índice para safras sem geada e bem abaixo da média de 10 anos.
  • Entre os destaques, Margaux, Palmer e Rauzan-Ségla lideram entre os vinhos da plateau; Brane-Cantenac, Durfort-Vivens, Lascombes e Giscours também se destacam pela qualidade e expressão de suas identidades.
  • Há resultados de bom valor, com Du Tertre, Ferrière, Siran e Le Côteau oferecendo boa relação custo-benefício, e a safra é amplamente considerada excelente tanto à esquerda quanto à direita do rio.

O Bordeaux 2025 en primeur coloca Margaux sob os holofotes, com uma safra marcada por pequenos detalhes que fizeram grandes diferenças. Em Margaux, a maior origem do Médoc, a produção destacou-se pela qualidade, mesmo diante de safras desafiadoras.

A avaliação enviada por Colin Hay, correspondente de Bordeaux, aponta que Margaux atingiu média de notas superior a 2024 e 2023, igualando-se a 2022. Contudo, houve maior dificuldade na parte sul do Médoc, com impactos na expressão varietal e na tipicidade.

O estudo destaca que o vintage de 2025 foi influenciado por variações de estresse hídrico entre parcelas e terroirs, especialmente em Margaux, onde o manejo de colheita e vinificação variaram bastante entre propriedades. O resultado são vinhos de finos ajustes entre terroir e técnica.

Além disso, o relatório aponta quedas de rendimento em Margaux, com a média de 29 hl/ha sendo a mais baixa já registrada para safra sem geada, marcando um recuo em relação à média dos últimos 10 anos. A diferença aparece entre propriedades com acesso a recursos de manejo e tecnologia de vinificação.

Entre os nomes que se destacam, Margaux lidera o conjunto, seguido de Palmer, Rauzan-Ségla, Brane-Cantenac, Durfort-Vivens, Lascombes e Giscours, que apresentam expressão marcante de seus terroirs. Outras casas de prestígio também aparecem com vinhos de alta qualidade.

Destaques em 2025

  • Best of the appellation: Margaux 97-99
  • Grandes desempenhos: Palmer 96-98+, Rauzan-Ségla 96-98+, Brane-Cantenac 96-98, Durfort-Vivens 96-98, Lascombes 96-98, Giscours 95-97
  • Boas oportunidades de valor: du Terte 93-95+, Ferrière 93-95, Siran 93-95, Le Côteau 92-94

Parenteses de dados ajudam a entender o cenário: a composição de Cabernet Sauvignon e Merlot nas grandes vinhas variou pouco em relação a 2024, com aumento leve de Cabernet na referência de 2025, e rendimentos preservando Merlot em boa medida. O conjunto aponta para uma safra excelente, ainda que com maior heterogeneidade entre propriedades.

Para aprofundar as notas de degustação por château, há uma relação completa com a margem de cada casa e a visão por appellation, incluindo Margaux, Saint-Julien, Pauillac, Saint-Estèphe e outras.

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