Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CBIC avalia com ressalvas uso do FGTS para quitar dívidas, diz Aroeira

CBIC vê ressalvas ao uso do FGTS no Desenrola 2.0, alertando para impactos no financiamento habitacional e no Minha Casa, Minha Vida

"Será que vale a pena prejudicar a única ferramenta de atendimento de habitação para os mais necessitados que nós temos, que é o FGTS, por conta de R$1.000?", indagou - (crédito: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • A CBIC vê o Desenrola 2.0 com ressalvas, destacando que usar recursos do FGTS pode impactar o financiamento da construção e o programa Minha Casa, Minha Vida.
  • A ideia de usar o FGTS para quitar dívidas permitiria até R$ 1.000 do fundo ou até 20% da dívida, o que for maior, o que preocupa pelo endividamento médio dos brasileiros, de cerca de R$ 6.300.
  • A entidade argumenta que o FGTS é a principal fonte de financiamento de obras e de programas habitacionais, e prejudicá-lo pode reduzir o acesso à moradia para famílias de baixa renda.
  • O vice-presidente da CBIC defende aumento do teto do Minha Casa Minha Vida e a utilização de recursos do pré-sal para ampliar a oferta de créditos imobiliários.
  • Como solução estrutural, a CBIC sinaliza a redução da taxa de juros por meio da política de juros (Selic) e ressalta a necessidade de atacar as causas do endividamento, não apenas as dívidas em si.

O vice-presidente financeiro da CBIC, Eduardo Aroeira, afirmou nesta terça-feira 5/5, em entrevista ao programa CB.Poder, que observa com ressalvas o Desenrola 2.0. Ele questiona o uso de recursos do FGTS, principal fonte de financiamento da construção civil, no programa de regularização de dívidas.

Segundo Aroeira, o FGTS não deve ser utilizado para quitar dívidas se isso comprometer o papel de financiamento habitacional. Ele destacou que o FGTS é a base de fontes para importantes obras, como o Minha Casa, Minha Vida, cuja linha de crédito tem teto ampliado.

O dirigente citou números: o anúncio prevê uso de até R$ 1.000 do FGTS para pagamentos ou até 20% do valor da dívida, o que for maior. Com endividamento médio dos brasileiros estimado em cerca de R$ 6.300, a CBIC teme prejudicar a ferramenta de atendimento à habitação para as camadas mais carentes.

Impactos no financiamento habitacional

A CBIC sustenta que a estratégia pode reduzir a disponibilidade de recursos para habitação popular. A entidade ressalta que a ferramenta de crédito associada ao FGTS já foi fortalecida com o aumento do teto do Minha Casa e com a criação de linhas financiadas pelo fundo do pré-sal.

A partir das mudanças, o setor entende que é preciso atacar as causas do endividamento, não apenas os débitos. A construção destaca que o problema é estrutural e não se resolve apenas com medidas pontuais.

Para além da discussão sobre o Desenrola, Aroeira afirma que a solução estrutural passa pela redução da taxa de juros via Selic. O otimismo no setor está ligado à menor custo financeiro, benefícios para famílias de classe média e maior viabilidade de financiamentos de moradia.

Perspectivas e medidas

O vice-presidente destaca a ampliação do teto de crédito e o aumento de recursos disponíveis como caminhos positivos, desde que não comprometam o financiamento de habitação popular. A CBIC defende que políticas públicas devem conciliar acesso à casa própria com a saúde financeira das famílias.

A entrevista foi concedida ao Correio e à TV Brasília no âmbito do CB.Poder. O conteúdo discutido envolve impactos diretos no financiamento de imóveis, na construção civil e na ampliação de programas habitacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais