- O CEO da Latam Airlines, Jerome Cardier, diz que o fim da escala 6 X 1 para aeronautas não faz sentido e pode inviabilizar voos de longa duração se o texto final incluí-los.
- Segundo ele, se a proposta for implementada, o Brasil ficaria sem operação internacional, já que voos com mais de oito horas seriam inviáveis.
- O governo enviou ao Congresso, em 2026, um projeto para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo oito horas diárias e dois dias de descanso consecutivos.
- A mudança exigiria ajustes para que aeronautas (pilotos, copilotos, comissários de bordo e mecânicos de voo) não sejam contemplados pela regra.
- A LATAM tem poucos aeroviários sob esse regime, o que, segundo Cardier, reduziria o impacto financeiro para a empresa; no entanto, o tema ainda está em discussão com diferentes versões no Congresso.
O CEO da Latam Airlines na América Latina, Jerome Paul Jacques Cardier, afirmou que o fim da escala 6 X 1 para aeronautas não faz sentido para o setor. Segundo ele, a medida poderia inviabilizar voos de longa duração caso houvesse inclusão dos aeronautas no texto final do Governo.
Cardier disse que a mudança comprometeria operações internacionais, limitando voos com duração superior a 8 horas. O executivo afirma que, nesse cenário, o Brasil perderia operações de longo curso. A avaliação é de que ajustes na legislação seriam necessários para excluir os aeronautas do regime proposto.
Entenda o projeto em tramitação: ele propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo 8 horas diárias, inclusive em escalas especiais. Também assegura dois dias consecutivos de descanso semanal remunerado, consolidando o modelo 5 X 2. A iniciativa foi enviada ao Congresso em 2026 como parte de uma revisão das regras trabalhistas.
Segundo Cardier, alterações relevantes para aeronautas dependeriam de emendas legais específicas, uma vez que a proposta atual já contempla regras distintas para categorias com regimes próprios. A Latam aponta que existem diferentes versões em debate no Congresso, com propostas que variam entre inclusão de aeronautas e exceções para grupos com regimes diferenciados.
O CEO também mencionou que, além dos aeronautas, as companhias aéreas empregam aeroviários, responsáveis por serviços terrestres. Embora o impacto financeiro de mudanças na escala possa variar, Cardier destacou que a Latam tem poucos aeroviários nesse regime, o que potencialmente reduziria efeitos diretos sobre a empresa.
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