- O transporte rodoviário responde por cerca de sessenta e cinco por cento da movimentação de cargas no Brasil, e o diesel pode representar até quarenta por cento dos custos das transportadoras.
- Estradas em condições ruins afetam produtividade, prazos e custos; mais de sessenta por cento das rodovias estão classificadas como regulares, ruins ou péssimas.
- Tensões no Oriente Médio aumentam a volatilidade do preço do diesel e tornam a operação mais imprevisível para as transportadoras.
- Contratos mal estruturados limitam reajustes e mecanismos de reequilíbrio, deixando as empresas mais expostas a custos não previstos e a disputas de responsabilidade.
- A estrutura de custos aponta diesel como principal componente (30% a 40%), seguida de manutenção (15% a 20%), mão de obra (15% a 20%), pedágios (5% a 10%) e seguros (5% a 10%).
O transporte rodoviário brasileiro enfrenta pressão de custos e fragilidades contratuais. A alta do diesel, a infraestrutura precária e a instabilidade internacional colocam contratos entre transportadoras, indústrias e varejo no centro da gestão de risco.
Especialistas apontam que contratos mal estruturados dificultam reajustes e a redistribuição de custos. Isso aumenta a exposição das transportadoras a oscilações de preço e a impactos operacionais não previstos.
Dados da CNT indicam que o setor responde por cerca de 65% da movimentação de cargas, tornando-o sensível a variações de preço. O diesel pode representar até 40% das despesas.
O peso do diesel e da infraestrutura
Mais de 60% das rodovias brasileiras são classificadas como regulares, ruins ou péssimas, segundo a CNT. A condição das vias afeta produtividade, prazos e custos, especialmente em períodos de safra agrícola.
Além disso, a continuidade de tensões no Oriente Médio eleva a volatilidade do mercado global de energia, influenciando o preço do diesel no Brasil. Esse conjunto gera custos maiores e maior incerteza operacional.
Estrutura contratual e gestão de risco
Baratto explica que instrumentos contratuais muitas vezes não acompanham a dinâmica das operações. A falta de cláusulas de reajuste e de distribuição de riscos entre as partes acabei por deixar as transportadoras mais vulneráveis.
Casos comuns ilustram o problema: reajustes não previstos são absorvidos pela transportadora; disputas sobre responsabilidade surgem em situações como roubo de carga; atrasos por más condições rodoviárias podem gerar penalidades não controladas.
Caminhos para a competitividade
A discussão sobre competitividade passa por integrar operação, custos e contratos. A previsibilidade depende tanto da eficiência quanto de como os riscos são tratados contratualmente, segundo o especialista.
Quais são os custos que mais pesam
A CNT aponta a concentração de custos em poucos itens:
- Diesel: 30% a 40% dos custos operacionais
- Manutenção da frota: 15% a 20%
- Mão de obra: 15% a 20%
- Pedágios: 5% a 10%
- Seguros: 5% a 10%
Fonte: CNT – Boletim de Custos do Transporte Rodoviário.
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