- Em março, 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados, o que corresponde a 49% da população.
- Os débitos com instituições financeiras somaram 557,7 bilhões de reais, representando 47% do total de dívidas.
- O Desenrola 2.0, lançado pelo governo, visa renegociar dívidas de quem ganha até cinco salários mínimos; descontos vão de 30% a 90%, juros máximos de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses e primeira parcela em até 35 dias.
- Aline Maciel, diretora da Serasa, afirma que o programa pode frear a inadimplência, mas juros elevados limitam o impacto.
- Em abril, estudo apontou causas principais: desemprego ou queda de renda (38%), gastos emergenciais (16%), desorganização financeira (13%), apoio a familiares/amigos (10%) e atraso no pagamento (7%).
O levantamento da Serasa Experian aponta que quase metade da população brasileira estava endividada em março. Ao todo, 82,8 milhões de pessoas, ou 49% da população, tinham dívidas, sendo 47% delas com instituições financeiras. O montante total chega a R$ 557,7 bilhões.
Entre os débitos, a maior parte mantém relação com bancos. Dados indicam 338,2 milhões de dívidas registradas, com o valor médio por pessoa em R$ 6.728,51 e o valor médio por dívida em R$ 1.647,64. Dentre os endividados, 21% concentram-se em contas básicas, como água e luz, e 11,5% envolvem serviços.
A divulgação ocorre enquanto o governo lança o Desenrola 2.0, programa anunciando na segunda-feira (4). Destinado a quem ganha até cinco salários mínimos, ele permite renegociação de dívidas contraídas até 31 de janeiro e com atraso entre 90 dias e 2 anos.
Segundo as regras, descontos variam de 30% a 90%, com juros máximos de 1,99% ao mês. O prazo pode chegar a 48 meses, e a primeira parcela pode ser paga em até 35 dias. O objetivo é reduzir a inadimplência e evitar prejuízos maiores aos renegociados.
Para a Serasa, a iniciativa traz alívio imediato, mas não resolve a raiz do endividamento. Aline Maciel, diretora da organização, ressalta que o programa não promove uma mudança estrutural sem educação financeira. Equilíbrio financeiro permanece essencial.
Ainda conforme a Serasa, a pesquisa de abril com 1.904 pessoas apontou motivos para as dívidas: desemprego ou perda de renda responderam por 38%, emergências por 16%, desorganização financeira por 13%, ajuda a familiares por 10% e atraso no pagamento por 7%.
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