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Dólar atinge R$ 4,90; cenário para o câmbio em maio

Dólar recua para perto de R$ 4,90 com diferencial de juros e demanda por emergentes; Boletim Focus aponta dólar em R$ 5,25 no fim de 2026

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  • O dólar operava em about R$ 4,9057, queda de 1,21% na sessão de 05 de maio de 2026.
  • O euro recuou para R$ 5,767, queda de 1,10%, enquanto o euro avançou ante o dólar, para US$ 1,1702, alta de 0,09%.
  • O analista Bruno Yamashita, da Avenue, cita como fatores o diferencial de juros, a posição do Brasil em mercados emergentes e a matriz energética brasileira.
  • Mesmo com pressão do petróleo, a matriz energética mais favorável do Brasil é destacada como apoio ao real frente a economias mais dependentes de energia importada.
  • O Boletim Focus projeta dólar em fim de 2026 em R$ 5,25, estável em relação às revisões anteriores, mantendo perspectiva de câmbio mais estável para maio.

O dólar recuou frente ao real nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, e passou a operar perto de R$ 4,90. A cotação indicava R$ 4,9057, queda de 1,21% em relação ao fechamento anterior, ou cerca de R$ 0,06.

O recuo ocorre em um cenário de diferencial de juros ainda elevado, maior apetite por emergentes e percepção mais favorável à matriz energética do Brasil. O euro também caiu frente ao real, para R$ 5,767 (-1,10%), enquanto avançou frente ao dólar para US$ 1,1702 (+0,09%).

Fatores que favorecem o real

O desempenho brasileiro é explicado pelo diferencial de juros e pela posição do Brasil nos mercados emergentes. A composição energética do país é considerada mais resistente, mesmo com pressões sobre o petróleo, o que ajuda o câmbio.

Especialistas destacam que o cenário externo influencia o câmbio, com fluxos ligados à inflação, atividade econômica e política monetária. A percepção de menor vulnerabilidade energética é citada como fator de suporte ao real.

Perspectivas e estratégia de longo prazo

O foco também está no papel do petróleo e na expectativa de juros. As autoridades locais permanecem em patamar de juros elevado, o que tende a atrair capitais para ativos brasileiros.

Mesmo com a valorização recente, investidores são orientados a manter visão de longo prazo, considerando custos de oportunidade e diversificação da carteira. Em 12 meses, o real teve valorização superior a 10% frente ao dólar.

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